terça-feira, 22 de julho de 2014

Um clamor no inferno



"Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No Hades, onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu lado. Então, chamou-o: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo." Lc 16:22-24

É muito comum vermos pessoas dizendo que são "novas demais", ou, "que Deus pode esperar mais um pouquinho", quando questionadas sobre a razão de ainda não desfrutarem de uma comunhão com Deus. Costumam fazer planos, elaboram projetos, arquitetam cada detalhe de suas vidas, e acabam se esquecendo de que a vida é como um sopro, como um vento que passa e não se sente mais, e a resposta de Deus para estas pessoas é esta: "Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" Lucas 12:20

Quando analisamos a vida deste rico, somos levados a fazer a mesma pergunta feita por Cristo em Mc 8:36: "Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". Enquanto o rico acumulava tesouros na terra, Lázaro acumulava tesouros no céu (Mt 6:19-21).

Erramos quando não priorizamos Deus, também erramos quando não conhecemos as Escrituras, pois está tudo lá, de forma clara e evidente, a melhor maneira de sermos bem sucedido nesta vida é priorizando Deus; a  melhor maneira de experimentarmos a plenitude nesta vida é priorizando Deus. Em absolutamente tudo, o melhor está em se priorizar Deus!

É exatamente isso que as Escrituras nos mostram. Quem nunca leu aquele tão conhecido versículo que diz: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas." Mt 6:33 - Parafraseando este texto poderíamos dizer: Busquem a Deus, priorizem Deus, e tudo o que é secundário vos será acrescentado.

Deus não permitirá que nenhum dos Seus se perca (Jo 17:12), mas isto não significa que estamos isentos de responsabilidade. Cada cristão possui o ministério da reconciliação (2 Co 5:18), devemos anunciar o evangelho de forma irrestrita e igual a todos, e Deus pela Sua Soberania, agirá no interior de cada um segundo os Seus propósitos eternos e imutáveis.

Que nossa prioridade venha ser Deus, não só hoje mas para sempre. Amém!


sábado, 3 de maio de 2014

"AOS QUAIS CONVÉM TAPAR A BOCA." Tito 1:11



Este foi o recado de Paulo para Tito em relação aos falsos mestres. "Eles devem ser silenciados!"


E como isso deve ser feito? A resposta é simples: Denunciando e expondo suas obras e doutrinas torpes! Ao contrário do que se pensa, o escândalo não vem por parte de quem o denuncia, e sim por parte de quem o comete (Mt 18:7). João Batista não cometeu nenhum escândalo ao chamar Herodes de adultero, por que era exatamente isso que ele era, um adultero. O "escândalo" vinha por parte de Herodes que o cometia, e não por parte de João Batista que o denunciava.

Trata-se de uma repreensão severa, e não amigável; pois estamos lidando com destruidores de lares e deturpadores da sã doutrina (v. 11), é exatamente isso que o apostolo aconselha e Tito, veja: "repreenda-os severamente, para que sejam sadios na fé." Tito 1:13

É interessante destacar que esta denuncia possui um propósito, propósito este que encontramos no final do verso 13, observe: "para que sejam sadios na fé" Tito 1:13. Esta repreensão visa a salvação, e não a difamação. Já passou da hora de esse papo furado de "não tocar em ungido" chegar ao fim. Se é herege, e, se estiver deturpando a são doutrina, deve sim ser denunciado, e denunciado severamente, como alguém que abandonou o evangelho e se enveredou em caminhos de morte, e, como disse antes, tudo isto com o propósito de que volte a ser sadio na fé novamente.

Como bem disse o reverendo Augustus Nicodemus: “'Não toque no ungido do Senhor' é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta."

Encerro este texto com a sábia frase de João Calvino: "O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada."

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Deus que surpreende



Quando Jesus está presente tudo pode acontecer. Um paralítico desenganado há 38 anos pode voltar a andar (Jo 5:1-15), um cego de nascença pode ver a luz (Jo 9:1-12), uma mãe que iria deixar seu filho falecido no cemitério pode voltar com ele vivo para casa (Lc 7:11-17), e etc.

De fato, servimos a um Deus que surpreende. Não são uma ou duas passagens nas escrituras que nos mostram a maneira inesperada de Deus agir, mas várias. Quando ninguém menos esperava, Deus ia lá e fazia as coisas acontecerem. Veja algumas ocasiões:

"E DE REPENTE veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." Atos 2:2

"E DE REPENTE sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos." Atos 16:26

"Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, DE REPENTE me rodeou uma grande luz do céu." Atos 22:6 

"E, DIZENDO PEDRO AINDA ESTAS PALAVRAS, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra." Atos 10:44

Note como as escrituras nos mostram que todos estes episódios aconteceram de forma repentina, inesperada. Deus sempre surpreendeu e sempre surpreenderá aqueles que O amam, e isto é no mínimo motivacional.

Sabe aquela oração que parece não ter resposta? Ou o silêncio de Deus que parece não ter fim? Então, quem sabe hoje não é o dia do "de repente" de Deus na sua vida.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Não vos entregueis a inquietações." Lc 12:29



Aquele que nunca passou por momentos turbulentos na vida, que atire a primeira pedra! É comum do ser humano se preocupar e se inquietar com várias coisas; mas, até que ponto o que é secundário está tomando a primazia em nossas vidas?

É maravilhosa a simplicidade com que podemos viver; então, por que dar a alimento, roupa e etc., uma proeminência tão grande e desnecessária em nossas vidas? Deus conhece muito bem nossas necessidades, Ele sabe muito bem do que precisamos (Lc 12:30); e assim como Ele alimenta os corvos e veste as ervas do campo, assim também Ele nos vestirá e nos sustentará, em todas as nossas necessidades. (Lc 12:27-34; Sl 23:1)

O segredo de tudo está em priorizar Deus, está no ato de deixar o mundo e todos os seus prazeres como secundários, irrelevantes. Parafraseando Jesus eu poderia dizer: Busquem a Deus, priorizem Deus, e todas as coisas secundárias vos serão acrescentadas.

Não podemos nos deixar vencer pelos ventos da vida, não podemos, inclusive, deixar com que os problemas e as inquietações da vida tirem de nós o nosso foco em Deus. Em meio aos problemas, Jesus nos dá uma dica: “Não se perturbe, creia em Deus, e creia também em mim.” (Jo 14:1). Você já percebeu que para cada palavra contrária nas Escrituras, existe um livramento? Observe:

Palavra contrária: “Muitas são as aflições do justo”; (Sl 34:19)
Livramento: “Mas o Senhor o livra de todas”; (Sl 34:19)
Palavra contrária: “No mundo tereis aflições”; (Jo 16:33)
Livramento: “Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”; (Jo 16:33)
Palavra contrária: “O choro pode durar uma noite”; (Sl 30:5)
Livramento: “Mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5); e etc.

O consolo de Deus para com seus filhos é este: Ele não nos deixou órfãos, Ele é presente para nos livrar, nos cuidar, e nos proteger; e também para nos corrigir e nos repreender quando preciso for, pois Ele faz isso com aqueles que ama. (Hb 12:6)

Aquiete-se, não se turbe, nem se perturbe. Lance diante de Deus as suas ansiedades, e Ele cuidará de ti. (1 Pe 5:7)


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Quando Jesus está presente



Quando Jesus está presente, o mar se acalma. Mt 8:23-27

Quando Jesus está presente, o vento se cala. Mt 8:23-27

Quando Jesus está presente, o nosso coração arde. Lc 24:32

Quando Jesus está presente, suas ovelhas O reconhecem e O seguem. Jo 10:27

Quando Jesus está presente, os mortos ressuscitam. Lc 7:11-17; Mc 5: 35-43; Jo 11

Quando Jesus está presente, os doentes são curados. Lc 4:40

Quando Jesus está presente, os demônios tremem. Lc 4:41

Quando Jesus está presente, pecadores são perdoados. Lc 5:20

Quando Jesus está presente, há justiça. 1 Jo 2:1-2

Quando Jesus está presente, temos vida. Jo 10:10

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Deus ou o céu: O que você tem buscado?



Uma pequena reflexão:

Se Deus não estivesse no céu, eu não desejaria o céu. Se Cristo estivesse no inferno, eu preferiria o inferno, pois, pela sua majestade e soberania, ele apagaria as chamas do inferno, expulsaria de lá Satanás e seus anjos, e o inferno, na mesma hora, se tornaria o céu.


domingo, 3 de novembro de 2013

Afinal, o que é orar?



[Alguns vão estranhar que um calvinista escreva sobre oração e mais ainda se eu disser que costumo orar todo dia... mas, aqui vai]

Orar a Deus deveria ser uma coisa simples. Todavia, poucos assuntos precisam de mais esclarecimentos do que a oração. Há muitos conceitos errados sobre a oração por causa do misticismo e da superstição que acometem o ser humano (não somente os brasileiros), por falta de mais conhecimento bíblico sobre o assunto e por causa de ideias equivocadas que as pessoas têm sobre Deus. Seguem alguns pontos sobre oração que penso que são fundamentais e também relevantes para nós hoje. Estou pressupondo o básico: quem vai orar acredita que Deus existe e que Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.1-2 e 6). 

1 – Orar é basicamente apresentar a Deus, mediante Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo, nossos desejos, necessidades, confissão de pecados, intercessões, agradecimentos. A razão é que somente o Deus Triúno conhece nossos corações, é capaz de atender os pedidos e o único que pode perdoar pecados. Portanto, não há qualquer fundamento bíblico para dirigirmos nossas orações a quaisquer criaturas, vivas ou mortas, mas somente ao Deus Triúno (2 Sm 22:32; 1Rs 8:39; Is 42:8; Sl 65:1-4;145:16,19; Mq 7:18-20; Mt 4:10; Lc 4:8; Jo 14:1; At 1:24; Rm 8:26-27; Jo 14:14 e dezenas de outros textos que falam de nos dirigirmos a Deus).

2 – O Novo Testamento nos ensina que devemos orar a Deus em nome de Jesus Cristo. A razão é que o pecado nos afastou de Deus e não podemos nos aproximar dele por nossos próprios méritos. Jesus Cristo é o único, na terra e no céu, que foi constituído pelo próprio Deus como mediador entre ele e os homens. Não há qualquer base bíblica para se chegar a Deus em oração pela mediação de qualquer outro nome. A Bíblia nos ensina que “não há outro nome dado aos homens” (At 4:12) e que “há somente um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” (1Tim 2:5). (Ver ainda Jo 14:6; Ef 3:12; Cl 3:17;Hb 7:25-27;13:15). 

3 – Orar em nome de Jesus é nos achegarmos a Deus confiados nos méritos de Jesus Cristo e no perdão de pecados que ele nos conseguiu por meio de sua morte na cruz. É pedir a Deus com base nos merecimentos de Cristo e não nos nossos. É renunciar a toda justiça própria e chegarmos esvaziados de nós mesmos diante de Deus, nada tendo para oferecer em nosso favor a não ser a obra daquele que morreu e ressuscitou por nós. Onde não houver esta disposição e atitude, invocar o nome de Jesus é vão. O nome de Jesus não é um talismã ou uma palavra mágica, ou a senha para desbloquear as bênçãos de Deus. Não funciona nos lábios daqueles que ainda confiam em si mesmos e na sua própria justiça, ainda que repitam este Nome dezenas de vezes em oração (Mt 6:7-8; 7:21; Lc 6:46-49; Jo 14:13,14; At 19:13-16; 1Jo 5:13-15; Hb 4:14-16).

4 – Embora possamos pedir a Deus qualquer coisa que desejarmos, todavia, só deveríamos orar por aquelas que trazem a maior glória de Deus, que promovem o crescimento do Reino de Deus neste mundo e que são para nosso bem, sustento, proteção, alegria, bem como de nosso próximo. Foi isto que Jesus nos ensinou a pedir na oração do “Pai Nosso” (Mt 6:9-13), além de outras coisas afins (Lc 9:11-13). Assim, é tentar a Deus orarmos por coisas ilícitas e pedir coisas que Ele declara, na Bíblia, serem contra a sua vontade (Tg 4:1-3; Mt 20:20-28).

5 – Em nossas orações, deveríamos nos lembrar de orar por outras pessoas. A Bíblia nos ensina a pedir a Deus pelos irmãos em Cristo, pela Igreja de Cristo em todo o mundo, pelos governantes, por nossos familiares e pessoas de todas as classes, inclusive pelos nossos inimigos. Todavia, não há qualquer base bíblica para orarmos pelos que já morreram ou oferecer petições em favor dos mortos (Gn 32:11; 2Sm 7:29; Sl 28:9; Mt 5:44; Jo 17:9 e 20; Ef 6:18; 1Tm 2:1-2; 2Ts 1:11; 3:1; Cl 4:3).

6 – Deus nos encoraja a trazer diante dele as nossas petições. Todavia, ainda que a eficácia de nossas orações dependa exclusivamente dos méritos de Cristo, Deus nos ensina em sua Palavra que há determinadas atitudes nos que oram que fazem com que ele não atenda estas orações, como brigas entre irmãos, mundanismo e egoísmo, tratar mal a esposa, pecados ocultos, incredulidade e dúvidas, falta de perdão a quem nos ofende, hipocrisia, vãs repetições, entre outras coisas (Mt 5:23-24; Tg 4:1-3; 1Pe 3:7; Sl 66:18; Pv 28:13; Is 59:1-2; Tg 1:6-7; Mt 6:14-15; Mt 6:5; Mt 6:7-8). Por outro lado, se nossas orações são respondidas, isto não se deve à nossa santidade, mas à graça de Deus mediante Jesus Cristo, que nos habilita a viver de forma agradável a ele (1Jo 3:21-22), e ao fato de que as orações, por esta mesma graça, foram feitas de acordo com a vontade de Deus (1Jo 5:14).

7 – Deus requer fé da parte dos que oram (Hb 3:12; 11:6; Jer 29:12-14; Tg 1:5-8; 5:15). Esta fé é uma simples confiança de que Deus existe, que ele nos aceitou plenamente em Cristo e que é poderoso para nos dar aquilo que pedimos, ou então, nos dar muito mais do que imaginamos (Hb 4:14-16). Orar com fé é trazer diante de Deus nossas necessidades e descansar nele, confiantes que ele responderá de acordo com o que for melhor para nós (1Jo 5:14-15). Orar com fé não significa determinar a Deus que cumpra nossos pedidos, ou decretar, como se a oração tivesse um poder próprio, que estes pedidos aconteçam. Orações não geram realidades espirituais e nem engravidam a história. É Deus quem ouve as orações e é Ele quem decide se vai respondê-las ou não, e isto de acordo com sua vontade e propósito de sempre nos fazer bem.

Se houvesse mais oração verdadeira a Deus por parte dos que professam conhecê-lo mediante Jesus Cristo, quem sabe veríamos aquele avivamento e reforma espirituais que tanto desejamos para nossa pátria?

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cron 7:14).



sábado, 2 de novembro de 2013

Onde estão os finados?



Onde estão os finados?

2 de Novembro é "dia de finados" no Brasil. Boa oportunidade para se fazer a pergunta acima. Eu sei que a resposta óbvia é "enterrados no cemitério", mas eu me refiro à alma dos finados. A resposta bíblica pode ser resumida em alguns pontos, que não pretendem ser exaustivos, mas que representam o pensamento evangélico histórico e reformado sobre o que acontece após a morte.

1 - Imediatamente após a morte, as almas dos homens voltam a Deus. Seus corpos permanecem na terra, onde são destruídos. 

2 - As almas dos finados não caem em um estado de sono ou de inconsciência após a morte. 

3 - As almas dos salvos em Cristo Jesus entram em um estado de perfeita santidade e alegria, na presença de Deus, e reinam com Cristo, enquanto aguardam a ressurreição de seus corpos. 

4 - Esta felicidade não é impedida pela memória de suas vidas na terra, uma vez que agora eles consideram tudo à luz de perfeita vontade de Deus e do Seu plano perfeito. 

5 - Sua felicidade e salvação é somente pela graça de Deus. Eles não têm poder de interceder pelos vivos ou tornar-se mediadores entre eles e Deus. 

6 - As almas dos perdidos não são destruídas após a morte, mas entram em um estado de sofrimento consciente e de escuridão, tirados da presença de Deus, enquanto esperam o dia do julgamento. 

7 - Não há outros estados além destes dois após a morte. Não há qualquer base bíblica para a doutrina do purgatório e nem da reencarnação.

8 - Nem as almas dos salvos nem as dos perdidos podem voltar para a terra dos vivos após a morte. Todas os fenômenos considerados como a ação de almas desencarnadas deve ser atribuída à imaginação humana ou à ação de demônios.

A realidade da morte e da sobrevivência da alma deveria nos lembrar sempre das palavras de Jesus: "De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Diabo de Deus



“O Diabo é o diabo de Deus.” - Martinho Lutero 

É muito comum encontramos alguns cristãos que acreditam na liberdade de ação de Satanás, como se ele fosse livre para fazer o que bem entendesse, à parte de Deus e por suas próprias escolhas.

Mas não é isso que a bíblia nos apresenta. Encontramos nas Escrituras um Diabo que está completamente sujeito a autoridade e supremacia divina, um Diabo que é limitado por Deus e restringido por Ele. Satanás não tem poder para ultrapassar os limites impostos por Deus, tudo o que ele intentou contra a vida de Jó estava sobre o domínio da Soberania do SENHOR, nada estava ausente dEle. (Jó 1:6-12; 2:1-6) 

Nenhum acontecimento da história está ausente de Deus, inclusive o mal, que hora ou outra sobrevém tanto aos homens quanto ao mundo, pelos Seus propósitos e desígnios.

Cristãos não são deístas, ou seja, não acreditamos em um Deus que criou o universo e depois se ausentou dele, deixando os homens ao seu bel-prazer, sem interferir em nada sobre suas ações. Não! Acreditamos em um Deus que está presente no mundo e em suas dimensões, e, mais do que isso, acreditamos em um Deus que não somente está no mundo, mas que também governa o mundo, com destreza e total independência.

Sabemos que a bíblia se refere a Satanás como "o deus deste mundo." (2 Coríntios 4:4), no sentido de que suas influências e ideias estão presentes sobre a maioria das pessoas, que vivem completamente motivadas por suas próprias paixões e concupiscências. Porém, toda e qualquer ação praticada por ele se encontra dentro de um limite imposto por Deus, que por sua sabedoria e soberania, permitiu que ele tivesse certa influência sobre algumas coisas e pessoas, mas, tudo isso dentro de um limite estabelecido pelo próprio Criador.

Vale ressaltar que os verdadeiros crentes não se encontram sobre o domínio de Satanás, pois Deus "nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." (Colossenses 1:13-14). Os que são nascidos de Deus o maligno não toca (1 João 5:18). Por outro lado, os incrédulos estão presos na "armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade." 2 Timóteo 2:26

Quando compreendermos isto, não mais temeremos as afrontas e adversidades da vida, pois, todas as pessoas, todas as coisas, todos os acontecimentos da história, estão, de uma forma ou de outra, caminhando em conformidade com os decretos de Deus, tanto com os revelados quanto com os ocultos. De maneira que tudo contribui com os sEus desígnios, sendo impossível aos homens, aos seres criados e as circunstâncias, frustrarem qualquer milímetro da Sua grandeza e majestade (Jó 42:2). "... É isso que significa ser Deus, nada menos que isso." Steve Lawson


"O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios..." Provérbios 16:4

Até a próxima...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Amando os que estão longe sem desconsiderar os que estão perto




Muitos cristãos possuem dentro de si o desejo de anunciar a mensagem do evangelho aos quatro cantos do mundo. O problema não consiste nisto, mas no fato da grande maioria destes cristãos se preocuparem tanto com os que se encontram longe, a ponto de desconsiderarem aqueles que se encontram tão perto

Antes de querer ganhar a África pra Cristo, ganhe o seu vizinho, o seu amigo, o seu colega de trabalho.

A necessidade do homem por Deus ultrapassa os limites de uma fronteira. O perdido que se encontra em seu bairro carece tanto do Jesus que liberta quanto o perdido que está do outro lado do mundo. O cristianismo vai além do humanitarismo, caso contrário, qualquer instituição de caridade estaria cumprindo o Ide de Cristo. 

Devemos fazer isto sem omitir aquilo, pois, a maior necessidade do homem continua sendo Deus.

Como bem disse James Montgomery Boice:

"...Nós devemos alimentar os famintos, vestir os despidos e visitar os prisioneiros. 

Mas as principais necessidades das pessoas ainda são espirituais, e a obra social não é substituto adequado para a evangelização. Na verdade, o empenho em ajudar as pessoas só será verdadeiramente eficiente se seu coração e mente forem transformados pelo evangelho. Isso separa os crentes reformadores do simples humanitarismo.

Tem-se alegado que, para a Teologia Reformada, qualquer pessoa que crê e faça parte da linha reformada perderá toda a motivação para a evangelização. “Se Deus vai agir, porque devo me preocupar?”, mas não é assim que funciona. É porque Deus executa a obra que nós podemos ter coragem de nos unirmos a Ele, da forma como Ele nos ordena a agir. Nós agimos assim alegremente, sabendo que nossos esforços jamais serão em vão."

Comece a cumprir o Ide pelos que estão ao seu alcance, e depois sim, conforme a graça que Deus lhe deu, amplie o alvo, segundo o propósito que Deus estabeleceu em seu coração.

Por Hamilton Fonseca