quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como as pessoas do antigo testamento foram salvas?



Muitos cristãos se questionam em relação a isso, dizendo, “como as pessoas do antigo testamento foram salvas, se Jesus ainda não tinha vindo? A graça de Deus já vigorava na antiga aliança?”.

A resposta é sim. A redenção da humanidade precede a própria criação, antes dos pilares da terra serem estabelecidos, o valor atemporal do sacrifício de Cristo já havia sido estabelecido como um sinal da redenção do homem.

O valor do sacrifício de Cristo é pré-mundo, de forma que Deus nos elegeu nEle antes do mundo ser mundo:

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor.” Efésios 1:4

Em relação à graça, veja o que Paulo diz:

“que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos,

sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho.” 2 Timóteo 1:9-10

Paulo está dizendo que a graça de Cristo foi dada aos homens desde os tempos eternos, mas que só foi revelada pela manifestação de nosso Senhor (primeira vinda).

Em outras palavras, desde o começo da humanidade, o homem é salvo pela graça, através de Cristo; entendemos que Deus levava em consideração o sacrifício de Cristo na salvação das pessoas que abraçavam a fé, mesmo no antigo testamento, de forma que aqueles que depositavam sua esperança no messias redentor, que havia sido prometido desde o Éden, alcançavam, pela graça de Deus e pelo sacrifício de valor ATEMPORAL (fora do tempo) de Cristo, a salvação de suas vidas.

Não existem dois deuses, ou um “Deus” bipolar, nas escrituras sagradas, que antes de Cristo nos salvava por meio da lei, e que a partir de Cristo, nos salva mediante a graça. Não. Sempre foi pela graça, mediante a fé! A lei foi dada com o intuito de mostrar ao homem sua incapacidade de atender as exigências de um Deus Justo e Santo; Cristo veio, e cumpriu as exigências que aos homens era impossível, Ele revelou Sua graça, e comprou com Seu sangue uma Igreja que Ele amou, adornou, purificou, justificou, redimiu, e que por fim, glorificará, para louvor e glória de Seu nome. A Ele seja a Honra e a Glória!

Até a próxima...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Tatuagens, piercings e brincos, pode ou não pode?



Muitos cristãos, principalmente os neófitos, se questionam a respeito deste tema, que causa tanta polêmica e controvérsia entre líderes e membros das mais diferentes denominações.

Porém, a verdade é que não existe sequer uma única passagem na bíblia que proíbe o cristão de usar brincos, cordões, tatuagens, piercings, maquiagens, e etc., tanto em homens quanto em mulheres.

Talvez alguém se utilize do versículo abaixo para dizer que tatuagem é pecado, mas, vamos analisar o texto:

“Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28

Observe qual é a condição imposta no texto para não se fazer cortes ou marcas no corpo, “Pelos mortos”, a necromancia e a adoração aos mortos era algo comum naquela época entre os povos pagãos, e é neste sentido que a lei proibia o povo de Israel de marcarem seus corpos, em relação ao culto pagão aos mortos e etc., basta observar o contexto.

Até porque, se formos seguir isso á risca, então teremos que obedecer também o versículo anterior desta mesma passagem, que diz:

“Não cortem o cabelo dos lados da cabeça, nem aparem as pontas da barba.” Levítico 19:27

Nesta lógica, quem corta os cabelos do lado e quem apara a barba, também está em pecado. O nome disso é LEGALISMO, fuja!

Talvez, alguns outros irão dizer que o corpo é templo do Espírito Santo, e aquele blá blá blá todo, fora de contexto.. Mas, vamos analisar este contexto também:

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1 Coríntios 6:19

Agora, analise o contexto, e veja sobre o que Paulo está dizendo que seria um pecado contra o templo do Espírito Santo:

“Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.” 1 Coríntios 6:13

“Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.” 1 Coríntios 6:18

Pecado contra o templo do Espírito Santo, segundo Paulo e segundo a bíblia, é a prostituição, a promiscuidade, e coisas do tipo, pois, “todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que SE PROSTITUI peca contra o seu próprio corpo.” 1 Coríntios 6:18

Neste mesmo contexto se encontra aquele famoso bordão gospel: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm.” 1 Coríntios 6:12

Ainda existem aqueles que dizem: “mas nós não devemos fazer nada que escandalize nossos irmãos.”, mas, afinal, o que seria esse tal de “escândalo”?

No livro de Sofonias capítulo 1 versículo 3, há uma passagem bem interessante, onde a palavra “escândalo” em algumas versões, está traduzida por “tropeço”. Esse é o sentido real do escândalo bíblico; é aquilo que faz uma outra pessoa tropeçar, aquilo que derruba alguém da fé, aquilo que impede que uma pessoa se aproxime dos caminhos de Deus.

Toda essa questão de “escândalo” precisa ser analisada à luz desse contexto, aquilo que eu estou fazendo derruba alguém da fé? Por exemplo, você acha que uma tatuagem, brinco, piercings, e etc., derruba alguém da fé? Se um crente olhar pra uma tatuagem, como a sua fé pode ficar abalada com isso? Ele no máximo vai dizer que tal pessoa não é um cristão de verdade ou coisa do tipo. Mas é impossível que um verdadeiro cristão tenha sua fé abalada por um desenho na pele de outras pessoas.

Mas o que poderia se um escândalo em relação a tatuagens, brincos, e etc.? Por exemplo, um cristão que desobedece seus pais e faz uma tatuagem, pode estar provocando um escândalo, que fará com que toda a sua família fique longe do caminho da verdade. Percebeu como os limites da nossa liberdade são bem relativos?

Alguns podem dizer: “mas se alguma atitude minha fizer um irmão ou irmã pecar, eu estarei sendo motivo de escândalo e tropeço”. Se você pensar por essa ótica, então tudo que Jesus fez foi escândalo. Pois ele levou os fariseus a pecarem o tempo todo ao o odiarem.

Agora que você já conhece o verdadeiro sentido que os versículos acima se referem, segue o conselho:

Apesar de brincos, tatuagens e etc., não serem pecado segundo a bíblia, vivemos em uma sociedade que ainda possui preconceitos em relação a isso, por exemplo, dependendo do lugar e da tatuagem que você fizer em seu corpo, poderá ser mais difícil de você conseguir um emprego e etc.

Analise tudo isso com sabedoria, e peça orientação a Deus, para que você possa tomar uma decisão correta. Lembrando que tudo em nossas vidas deve visar a glória de Deus. 1 Co 10:31

E vai aqui um conselho meu e de Paulo sobre tudo isso: “Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros?” 1 Coríntios 10:29

Até a próxima...

domingo, 7 de julho de 2013

Poligamia e Casamento Gay



Recentemente minha atenção foi despertada para este assunto por um ativista gay que veio aqui no blog Tempora-Mores questionar minha afirmação de que o padrão bíblico é o casamento heterossexual e monogâmico. “Como assim?” questionou o sábio e entendido ativista (que se declarou ex-evangélico), “no Antigo Testamento temos a poligamia como modelo de casamento usado por homens como Abraão, Davi e Salomão, e o silêncio cúmplice de Deus sobre suas mulheres e concubinas”. E soltou sua conclusão, que da mesma forma que Deus no passado alterou o padrão de casamento, da monogamia para a poligamia, podia também em nossos dias alterar o casamento heterossexual para homoafetivo. Então, tá.

Como eu não havia antecipado este argumento no post sobre teologia gay, achei que deveria dar alguma atenção ao mesmo e escrever algo sobre poligamia. Aos fatos, então.
Encontramos no Antigo Testamento diversos exemplos de poligamia. Os mais conhecidos são estes: 
  • Lameque – duas esposas: Ada e Zilá (Gn 4.19).
  • Patriarca Abraão – três esposas: Sara, Agar, Quetura e várias concubinas (Gn 16.1-3; 25.1-6).
  • Esaú – três esposas: Judite, Basemate e Maalate (Gn 26.34-35 e 28.9).
  • Patriarca Jacó – duas esposas: Raquel e Lia, e duas concubinas: Bila e Zilpa (Gn 29.21-35).
  • Elcana – duas esposas: Ana e Penina (1Sm 1.1-2).
  • Juiz Gideão – muitas esposas e concubinas (Jz 8.30).
  • Rei Davi – sete esposas: Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Hagite, Abital, Eglá e mais outras mulheres e concubinas (1Sm 25.40-43; 2Sm 3.2-5; 5.13; 2Cr 14.3).
  • Rei Salomão – a filha de Faraó, setecentas outras esposas e trezentas concubinas (1Rs 3.1; 11.1-3).
  • Rei Acabe – uma esposa: Jezabel e outras mulheres e concubinas (1Rs 16.31; 20.2-5).
  • Rei Abias – catorze mulheres (2Cr 13:21).
  • Rei Roboão – duas esposas: Maalate, Maaca, mais dezoito outras mulheres e sessenta concubinas (2Cr 11.21). 
  • Rei Joás – duas mulheres (2Cr 24.1-3).
  • Rei Joaquim – muitas mulheres (2Cr 24.15).
Estes fatos levantam várias perguntas, sendo a mais importante esta: Deus sancionou e aprovou estes casamentos poligâmicos? Se não, por que não há uma proibição clara da parte dele? Seu silêncio significa que o modelo de casamento pode variar com a cultura – monogâmico, heterossexual, poligâmico, homossexual – e que isto pouco importa para Deus? Em resposta ofereço os seguintes pontos como resultado do meu entendimento destes textos acima e de outros referentes à poligamia no Antigo e Novo Testamento.

1. Sem dúvida alguma, o padrão divino para o casamento sempre foi a monogamia heterossexual, isto é, um homem e uma mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne” (Gn 2.18-25).

2. O desvio deste padrão ocorreu somente depois da queda de Adão e Eva (Gn 3), começando com Lameque, o assassino vingativo, filho de Caim (Gn 4). Depois dele, a poligamia foi praticada por diversos motivos. Entre os exemplos de poligamia no Antigo Testamento, encontramos alguns que eram políticos, ou seja, para selar tratados internacionais, como Salomão que se casou com a filha de Faraó (1Rs 3.1) e Acabe que casou com Jezabel, filha do rei dos sidônios (1Rs 16.31), além das mulheres que já tinham. Há outros casos em que o desejo de ter filhos e preservar a descendência parece ter motivado a aquisição de mais uma esposa ou concubina, no caso da esterilidade da primeira esposa, como foi o caso de Sarai ter trazido sua serva egípcia Agar para Abraão (Gn 16.1-4), costume praticado no Antigo Oriente. Provavelmente foi o mesmo caso de Elcana, casado com Ana (estéril) e depois com Penina (1Sm 1.1-2). Havia também o desejo de ter muitos filhos em caso de guerra (cf. Jz 8.30; 2Sm 3.2-5; 1Cr 7.4, 11.23, etc.). Nenhum destes casos, porém, justifica a poligamia, pois se trata de um desvio do padrão monogâmico. 

3. Apesar do surgimento da poligamia cedo na história de Israel, a monogamia continuou a regra entre os israelitas e a poligamia, a exceção. Abraão mandou seu servo conseguir uma esposa para seu filho Isaque (Gn 24.37). Na genealogia dos descendentes de Judá, de entre dezenas de nomes, apenas um é citado como tendo tido duas mulheres, Asur (1Cr 4.5). No livro de Provérbios encontramos o encorajamento ao casamento monogâmico (Pv. 5.15-20; 12.4; 19.14). A ode feita à mulher virtuosa em Provérbios 31 pressupõe que ela é a única esposa do marido felizardo. Mesmo que Cantares tenha sido escrito por um polígamo, que foi Salomão, transparece claramente dele que o casamento é entre um homem e uma mulher, figura da relação de Deus com seu povo Israel. A poligamia, por razões econômicas, acontecia quase que exclusivamente entre os ricos, como os juízes e reis.

4. Os profetas tomam o casamento monogâmico para ilustrar a relação entre Deus e seu povo Israel (Jr 2.1-2; Os 3.1-5; Is 54.1-8; Jr 3.20). O profeta Malaquias denuncia a prática que havia em seus dias dos judeus se separarem de sua esposa para casarem com estrangeiras, mostrando assim que a poligamia não era o padrão estabelecido e muito menos o padrão comum e normal em Israel (Ml 2.13-16).

5. A lei de Moisés trazia diversas restrições e cuidados quanto à poligamia em Israel. A mulher israelita que fosse comprada para ser a segunda esposa teria os mesmos direitos que a primeira e seus filhos seriam igualmente herdeiros (Ex 21.7-11). O filho primogênito, ainda que da esposa aborrecida, teria o direito de herança acima do filho da esposa amada (Dt 21.15-17). Um homem casado não poderia casar com a irmã da sua esposa, o que provocaria a rivalidade entre ambas (Lv 18.18; cf. Gn 30.1). 

6. Vários destes exemplos de famílias poligâmicas registrados no Antigo Testamento são acompanhados dos problemas que o sistema inevitavelmente causava. Os judeus casados com mulheres pagãs eram levados a adorar os deuses delas e assim pecar contra Deus. Havia uma advertência na lei de Moisés aos futuros reis de Israel contra a poligamia neste sentido: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie” (Dt 17.17), conselho este que não foi seguido por Salomão, cujas muitas mulheres pagãs o levaram à idolatria em sua velhice (1Rs 11.1-8). Foi assim que Neemias interpretou o episódio de Salomão e suas muitas mulheres, quando proibiu os judeus depois do cativeiro de multiplicar esposas pagãs (Ne 13.25-27).

7. Além do risco da apostasia, a poligamia trazia profundos conflitos nas famílias poligâmicas. Havia ciúmes entre as mulheres, que disputavam entre si o amor do marido e competiam em número de filhos (Gn 16.4; 1Sm 1.5-8; Gn 30.1-26). Podemos ainda mencionar a angústia que as mulheres pagãs de Esaú trouxeram a seus pais (Gn 26.34-35). O marido acabava gostando mais de uma que da outra, favorecendo a amada e desprezando sua rival e seus filhos (Gn 29.30; 1Sm 1.5; 2Cr 11.21), o que levou a lei de Moisés, para amenizar esta situação, a estabelecer a lei dos filhos da aborrecida (Dt 21.15-17). Outro problema trazido pela poligamia dos reis de Israel era a briga entre os filhos das diversas mulheres quanto à sucessão, muito bem exemplificada na sucessão de Davi, veja 1Reis 1. 

8. No Novo Testamento na época de Jesus a monogamia era claramente o padrão entre os judeus. Quando alguns fariseus vieram experimentar Jesus com uma pergunta capciosa sobre o divórcio, o Senhor respondeu tendo o casamento monogâmico como pressuposto comum e aceito: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.3-19).

9. Nas igrejas cristãs entre os gentios, o padrão monogâmico estava já estabelecido, embora na sociedade grega a poligamia fosse conhecida e praticada. Escrevendo aos coríntios Paulo declara: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1Co 7.1-2). Aos Efésios, ele compara a relação entre o marido e a esposa à própria relação entre Cristo e sua Igreja: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.22-33).

10. Paulo claramente proíbe que os líderes das igrejas gentílicas fossem polígamos ou bígamos. Os bispos/presbíteros tinham de ser “esposos de uma só mulher” (1Tm 3.2; Tt 1.3-5) bem como os diáconos (1Tm 3.12).

Portanto, não há dúvida, em meu entender, que o padrão de Deus sempre foi o casamento monogâmico heterossexual, estabelecido na criação, e que a poligamia do Antigo Testamento foi um desvio deste padrão, em decorrência do pecado que entrou no mundo pela queda de Adão. Em Cristo, Deus restaura o casamento à sua forma original.

Contudo, pode parecer que Deus aprovou ou sancionou a poligamia, considerando que a lei de Moisés trazia regulamentações referentes a ela e que não há uma proibição direta de Deus contra a poligamia. Pode ser que nunca venhamos a entender completamente o silêncio de Deus neste assunto, mas uma coisa é certa: ele não significa que o assunto é indiferente para o Senhor e nem que “quem cala consente”.

1. As regulamentações da lei de Moisés sobre a poligamia não podem ser vistas como uma aprovação tácita da parte de Deus quanto ao casamento poligâmico, uma vez que este nunca foi o padrão por ele estabelecido. Trata-se da misericórdia de Deus protegendo as esposas e filhos de casamentos poligâmicos, uma amenização de uma distorção do casamento até a chegada do Messias. 

2. Deus nos revela sua vontade de maneira gradual e progressiva nas Escrituras. No Antigo Testamento ele se revelou em figuras, tipos, promessas. A sua revelação final e definitiva se encontra no Novo Testamento. Antes de Cristo ele suportou sacrifícios de animais, passou leis referentes a comidas, o sistema de escravidão e levirato, o apedrejamento de determinados pecados, a lei de talião (olho por olho),  o divórcio por qualquer motivo, etc. A poligamia deve ser vista neste contexto, como uma das coisas que Deus suportou na antiga dispensação e que foi definitivamente abolida em Cristo, à semelhança de várias outras. 

3. A encarnação e manifestação de Cristo ao mundo trouxe à luz a verdade outrora oculta, agora revelada pelos apóstolos e profetas, que Cristo é o cabeça de sua igreja, um povo único, composto de pessoas de todas as raças, tribos e nações, como o homem é o cabeça da mulher. E que a relação de amor-submissão entre marido e mulher é uma expressão da relação amor-submissão entre Cristo e sua igreja. Portanto, a partir do evento de Cristo, Deus não mais tolera nem suporta a poligamia entre seu povo, como suportou pacientemente no período anterior à sua vinda, pois sua vontade quanto a isto é em Cristo e sua igreja plenamente revelada. Em Cristo restaura-se o padrão original estabelecido por Deus no jardim.

4. Deus pode demonstrar a sua vontade sobre um assunto simplesmente registrando os males associados a ele, como é o caso da poligamia. Apostasia, ciúmes, invejas, disputas entre mulheres e filhos acompanham o histórico da poligamia entre os israelitas. A evidência cumulativa depõe contra a poligamia, mesmo que Deus não tenha se pronunciado expressamente contra ela. 

5. Aqui é preciso dizer que a revelação divina se encerrou com o cânon do Novo Testamento, onde o casamento monogâmico é claramente estabelecido como a vontade final de Deus para seu povo e a humanidade em geral. Portanto, não podemos aceitar que Deus, em nossos dias, esteja mudando o conceito de casamento para incluir o casamento homossexual, uma vez que o homossexualismo é claramente condenado em toda a Escritura canônica e a mesma se encontra definitivamente encerrada. Sola Scriptura!

Postagem original Aqui

domingo, 16 de junho de 2013

Teóloga causa polêmica ao afirmar que Jesus pode ter sido um hermafrodita. Seria isso possível?



“A doutora Susannah Cornwall... é uma teóloga feminista ligada ao Instituto Teológico Lincoln, da Universidade de Manchester. Ela publicou um polêmico artigo no qual afirma ser "simplesmente um palpite" que Jesus era do sexo masculino e que ele pode ter sido um hermafrodita (nascido com os dois sexos).

Intitulado “Intersexo e Ontologia, uma resposta à Igreja, às bispas e à Provisão”, o artigo afirma que não é possível saber com certeza” que Jesus não possuía uma condição intersexual, tendo nascido com órgãos masculinos e femininos. Ela argumenta dizendo que “não é possível afirmar com certeza de que Jesus era um homem como nós, hoje, definimos a masculinidade. Não há como saber ao certo que Jesus não tinha uma condição intersexual que lhe daria um corpo externamente masculino, mas que podia ter algumas características físicas femininas escondidas”.”


Agora, analisando as Escrituras, seria isso possível?

Vamos tratar somente da natureza humana de Cristo. A bíblia nos diz que Jesus era um HOMEM, e seguindo a tradição judaica referente aos homens, ele foi circuncidado:

“Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido.” (Lc 2:21) (ARA)

Observem uma citação do antigo testamento referente ao messias:

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

No texto acima, o messias é chamado de “menino”, “filho”, “Maravilhoso”, Conselheiro”, “Deus”, “Poderoso”, “Pai”, “Eterno”, “Príncipe”. Todas as referencias se encontram na forma masculina.

Nas passagens de Lc 2:21 e Is 9:6, Jesus é referido como "menino", ou seja, do sexo masculino.

A bíblia faz um simbolismo do sacrifico de Cristo como cordeiro. O cordeiro oferecido em sacrifício não podia ter mancha nem defeito. Quando Deus deu instruções referentes à primeira Páscoa, a instrução foi: "O cordeiro será sem defeito" (Êxodo 12:5). Cristo, "o Cordeiro de Deus", personifica maravilhosamente essa qualidade.

O apóstolo Pedro escreveu sobre o Cristo sem defeito e sem mácula:

"Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo" 1 Pedro 1:18-19.

Sabemos que a criação e os homens foram afetados por causa da queda, e que as doenças, as anomalias genéticas, as enfermidades e etc., são causadas pelo pecado, que afetou toda a criação e toda a humanidade; com isso, se defendermos a ideia de que Jesus era hermafrodita, visto que o hermafroditismo é uma anomalia sexual, teremos que afirmar que ele possuía pecado, visto que ele fora acometido de anomalias que acometem os homens por consequência da queda. E estaríamos contradizendo a afirmação bíblica de que Jesus era/é santo, e sem pecado, veja:

"Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2 Coríntios 5:21

Ou seja, se Jesus fosse hermafrodita, ele não seria perfeito, logo, seu sacrifício não poderia ser associado ao de um cordeiro perfeito e sem mácula. Mas ele foi perfeito e sem mácula 1Pe 1:18-19; nem um de seus ossos sequer foi quebrado (Ex 12:46; Jo 19:36)


Não caiamos nesses argumentos falaciosos e demoníacos, que visam desfigurar a imagem perfeita e santa de Cristo, conforme nos é revelada nas Escrituras.





sexta-feira, 3 de maio de 2013

Deus e a ciência



Não espere que a ciência venha, algum dia, desvendar os segredos e os mistérios de Deus. A ciência humana nunca comprovará a existência de Deus; não porque Ele não exista, mas porque as grandezas de um Deus Soberano nunca serão reveladas por um método humano de pesquisa. Um Deus insondável não pode ser reduzido a um bloco de notas, nem compreendido por uma mente carnal e limitada. Tais maravilhas e grandezas Deus achou por bem revelar a pequeninos, aos quais, muitos deles não possuem uma base de conhecimento científico, mas guardam dentro de si a certeza de uma verdade magnífica: "O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada." Salmos 115:3

"Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos." Mateus 11:25

"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar." Mateus 11:27

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Jogos de azar - pode ou não?



Já me fizeram esta pergunta várias vezes. Sou contra jogos de azar, mas este é o tipo de posição que admite revisão se me aparecerem argumentos melhores e mais coerentes do que aqueles que vou colocar aqui.

Entre os jogos de azar estão aqueles jogos permitidos por lei, que são as várias modalidades de loteria, os bingos - este último, muito usado até por igrejas cristãs e instituições - e os sorteios pelo telefone valendo dinheiro, carros e outros prêmios. Quem explora este tipo de jogo tem licença de órgão público competente. Mas nem por isso quer dizer que sejam jogos que convêm ao crente.

Temos também os jogos ilícitos, cujo mais popular é o Jogo do Bicho. Os cassinos são mais uma modalidade de jogos de azar cuja legalidade e implantação oficial está sendo discutida no Brasil. Para o cristão, o que realmente importa é se estas modalidades de jogo acabam por afetar algum princípio bíblico.

A Bíblia não proíbe de forma explícita os jogos de azar. Entretanto, nossa ética é elaborada não somente com aquilo que a Bíblia ensina explicitamente como também com aquilo que pode ser legitimamente derivado e inferido das Escrituras. Existem diversos princípios bíblicos que deveriam fazer o crente hesitar antes de jogar:

1. O trabalho é o caminho normal que a Bíblia nos apresenta para ganharmos o dinheiro que precisamos, Ef 4:28; 2Ts 3:12; Pv. 31. Quando uma pessoa não pode trabalhar, por motivos diversos, desde desemprego até incapacidade, ela deve procurar outros meios  de sustento e depender de Deus pela oração (Fp 4.6, 19). A probabilidade da situação do desempregado piorar ainda mais se ele gastar seu pouco dinheiro em jogo é muito grande.

2. Tudo que ganho pertence a Deus (Sl 24.1), e como mordomo, não sou livre para usar o dinheiro do jeito que quiser, mas sim para atingir os propósitos de Deus. E quais são estes propósitos? Aqui vão alguns mencionados na Palavra: (1) Suprir as necessidades da minha família (1Tm 5.8), o que pode incluir, além de sustento e educação, lazer e outras atividades que contribuam para a vida familiar; (2) compartilhar com os irmãos que têm necessidades e sustentar a obra do Evangelho (2Co 8-9; Gl 6:6-10; 3 João; Ml 3.10).

3. Deus usa o dinheiro para realizar alguns importantes propósitos em minha vida: suprir minhas necessidades básicas (Mt 6:11; 1Tm 6:8); modelar meu caráter (Filip 4:10-13); guiar-me em determinadas decisões pela falta ou suficiência de recursos; ajudar outros por meu intermédio; mostrar seu poder provendo miraculosamente as minhas necessidades. Jogar na loteria não contribui para qualquer destes objetivos.

4. Cobiça e inveja são pecado (Ex 20:18; 1Tm 6:9; Heb 13:5), e são a motivação para os jogos de azar na grande maioria das vezes. A atração de ganhar dinheiro fácil tem fascinado a muitos evangélicos.

5. Existem várias advertências no livro de Provérbios sobre ganhar dinheiro que podem se aplicar aos jogos de azar: o desejo de enriquecer rapidamente traz castigo (Pv 28.20,22); o dinheiro que se ganha facilmente vai embora da mesma forma (Pv 13.11); e riqueza acumulada da forma errada prejudica a família (Pv 15.27).

Uma palavra aos presbiterianos do Brasil: o Catecismo Maior da Igreja Presbiteriana do Brasil enquadra os jogos de azar como quebra do oitavo mandamento, “não furtarás”. Após fazer a pergunta, “Quais são os pecados proibidos no oitavo mandamento?” (P. 142), inclui na reposta “o jogo dissipador e todos os outros modos pelos quais indevidamente prejudicamos o nosso próprio estado exterior, e o ato de defraudar a nós mesmos do devido uso e conforto da posição em que Deus nos colocou”. É claro que esta posição oficial da IPB vale para seus membros, mas não deixa de ser interessante verificar os argumentos usados e sua aplicabilidade para os cristãos em geral.

É importante lembrar, ainda, que os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais, emocionais e jurídicos no povo, tanto de crentes como de não crentes. Menciono alguns deles:

1. O empobrecimento. Há pessoas que são cativadas pelo vício de jogar e, diariamente estão jogando. E, como só um ou poucos ganham, há pessoas que passam a vida toda jogando sem nunca ganhar. Não poucos perderam tudo o que tinham em jogos. Muitos pais de família pobres gastam o dinheiro da feira no jogo.

2. O vício de jogar apostando dinheiro. A tentação para jogar começa desde cedo a estimular uma compulsão entre crianças e jovens que começam a adquirir o hábito de “tentar a sorte”. Há milhares de jovens que já são viciados no jogo, especialmente com a vinda da internet e a possibilidade de jogos online com apostas.

3. Arruinar vidas e carreiras. Não são poucas as histórias de pessoas que se arruinaram financeiramente jogando na bolsa de valores – conheço pelo menos uma pessoa nesta condição – ou apostando em outros tipos de jogo.

4. Jogar dinheiro fora. As chances de se ganhar na loteria são piores do que se pensa. Para efeito de comparação, a probabilidade de uma pessoa morrer em um atentado terrorista durante uma viagem ao exterior é de 1 em 650 mil e atingida por um raio é de 1 em 30 mil. Se uma pessoa compra 50 bilhetes a cada semana, ela irá ganhar o prêmio principal uma vez a cada 5 mil anos.

Outra pergunta frequente é se as igrejas deveriam receber ofertas e dízimos de dinheiro ganho em loteria. Minha tendência é dizer que não deveriam. Guardadas as devidas proporções, lembro que no Antigo Testamento o sacerdote era proibido de receber oferta de dinheiro ganho na prostituição (Dt 23:18) e que no Novo, Pedro recusou o dinheiro de Ananias e Safira (At 5) e de Simão Mago (At 8:18-20).

Alguém pode dizer que o valor gasto nas apostas em casas lotéricas é muito pequeno. Concordo. Mas é uma questão de princípio e não de quantidade. Quando o que está em jogo são princípios, um centavo vale tanto quanto um milhão.


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Deus é soberano sobre...



Coisas aparentemente aleatórias: “A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a determinação”. - Provérbios 16:33

Deus é soberano sobre ...

O coração da pessoa mais poderosa na terra: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.” - Provérbios 21:1
Deus é soberano sobre...

Nossas vidas diárias e planos: “Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, entenderá o homem o seu caminho?” - Provérbios 20:24
“Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá.” - Provérbios 19:21

“Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” - Tiago 4:13-15

Deus é soberano sobre a...

Salvação: “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.” - Romanos 9:15-16

“...e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” - Atos 13:48

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” - Romanos 8:29-30

Deus é soberano sobre...

A Vida e a morte: “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão.” - Deuteronômio 32:39

“O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.” - 1 Samuel 2:6

Deus é soberano sobre...

Deficiência: “E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?” - Êxodo 4:11

Deus é Soberano sobre...

A morte do Filho de Deus: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” - Atos 2:23

“Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.” - Atos 4:27-28

“Todavia, foi da vontade do SENHOR moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.” - Isaías 53:10

Deus é Soberano sobre...

Calamidades: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá algum mal na cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?” - Amós 3:6
“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” - Isaías 45:7

“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” – “Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.” - Jó 1:21-22; 02:10

“Mandou perante eles um homem, José, que foi vendido por escravo; Cujos pés apertaram com grilhões; foi posto em ferros;” - Salmos 105:17-18 – “Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida.” - Gênesis 50:20

Deus é Soberano sobre...

Todas as coisas: “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” - Efésios 1:11
“Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.” - Jó 42:2

“E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” - Daniel 4:35

A Bíblia jamais limita a Soberania de Deus! Jamais faça isso baseado em qualquer filosofia humana!

- Josemar Bessa

sábado, 6 de abril de 2013

Uma verdade em forma de verso



"Eu pequei. E imediatamente depois, Satanás voou para diante da presença do Deus Altíssimo. E ali ele fez uma acusação injuriosa. Ele disse: “Essa alma, coisa feita de barro e relva, pecou. É verdade que ele carrega vosso nome. Mas exijo sua morte, pois tu mesmo disseste: “A alma que pecar, essa morrerá”. Não será essa sentença cumprida? Está morta a justiça? Envie agora essa alma pecadora a seu destino. Que outra coisa pode fazer o justo juiz?”

E assim ele fez, me acusando dia e noite. Toda palavra que ele disse, ó Deus, era verdade! Então, rapidamente alguém se levantou da destra de Deus. Diante dessa glória os anjos esconderam suas faces. Ele falou: “Cada i e til da lei deve ser cumprido; O pecador culpado deve morrer! Mas espere, suponha que toda sua culpa fosse transferida para mim, E eu tivesse pago a sua penalidade! Veja minhas mãos, meu lado, meus pés! Um dia eu fui feito pecado por ele. Morri para que ele pudesse ser apresentado sem culpa, diante de teu trono!” E Satanás fugiu. Ele bem sabia que não poderia suportar tanto amor, Pois cada palavra dita pelo meu querido Senhor era verdade!"

- Martha Snell Nicholson


quinta-feira, 4 de abril de 2013

O amor ao dinheiro: Uma conversa fictícia entre Jesus, seus discípulos e o homem ganancioso



Não é de hoje que muitos lideres, nas mais diferentes denominações, tem oferecido um evangelho adaptável ao pecado e a prática do erro, pelo medo da ausência dos “cifrõe$”.

Seus corações gananciosos os levam a pensar: “não posso expor este pecado em meu sermão, pois o sr. Fulano, grande contribuinte deste ‘ministério’, tem profunda empatia por esta prática”. Ou, “como posso me levantar contra a prostituição, se o ‘maior’ dizimista da igreja é um promíscuo voltado a esta prática?”. A verdade esta sendo suprimida, por uma falsa piedade, um falso moralismo, que reduz as Escrituras a um livro de autoajuda, em prol de uma ganancia, mas do que isso, de uma covardia profética, que cheira mau as narinas de Deus.

Fico imaginando a reação de Jesus Cristo, Pedro e etc, diante de tais “lideres religiosos”, ao ponto que organizei abaixo um diálogo fictício de Jesus e seus verdadeiros discípulos, com tais homens gananciosos:

- O ganancioso: Mas Senhor, eu posso muito bem exercer meu cristianismo sem deixar de lado minha ganancia pelo dinheiro.

- Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” Mateus 6:24

- O ganancioso: Mas Senhor, a perfeição que o mundo requer de nós nos dias de hoje, está totalmente voltada ao dinheiro e ao poder.

- Jesus: "Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus..." Mateus 19:21

- O ganancioso: Jesus, o Senhor é muito radical, aposto que seus discípulos não pensam como você. Diz ai pra ele Pedro, como o dinheiro pode comprar muitas coisas...

- Pedro: "Pereça com você o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Deus com dinheiro?” Atos dos Apóstolos 8:20

- O ganancioso: Eu já estou entendendo qual é a sua Jesus, você fica ai dizendo que é humilde, mas deve morar em Malibu, com direito a casa na praia e tudo.

- Jesus: “As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Mateus 8:20

- O ganancioso: Vou apelar para Paulo, visto que ele é um homem culto e instruído, com certeza ele deve viver uma vida abastada, e de longe não sabe o que é dificuldade.

- Paulo: “Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:12-13

- O ganancioso: Não acredito! Até você entrou nessa, Paulo? Tudo bem, então me esclareça, porque eu não devo me apegar ao dinheiro?

- Paulo: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos.” 1 Timóteo 6:10

- O ganancioso: Meu Deus! Tamanha é minha ruína... Visto que as escamas que me segavam caíram, diga-me, Senhor, o que devo fazer e como devo agir?

- Jesus: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". Hebreus 13:5

Que Deus em Cristo possa trazer de volta a simplicidade do evangelho, aqueles que se deixaram levar pela soberba da vida, a fim de que a luz de Cristo novamente venha resplandecer sobre suas vidas, trazendo sobre seus corações um amor não fingido, na pureza e na simplicidade que encontramos em cada página das Escrituras.

Soli Deo Gloria!



sexta-feira, 29 de março de 2013

O cristianismo puro e simples



Se formos verificar nas três maiores religiões..., e perguntarmos a um Judeu Ortodoxo: “Se você morrer agora para onde você vai”? Ele responderia: “Vou para o céu”. Por qual motivo? “Porque amo a Lei de Deus”. “Eu sou um servo de Deus”. “Sou um homem justo”. 

Então o repórter pergunta ao Muçulmano: Se você morresse agora para onde iria? “Eu iria para o paraíso”. Porque? “Eu amo o Alcorão, eu tenho feito as orações, as peregrinações, eu dou esmola aos pobres. Eu sou um homem justo”. 

Ele pergunta ao Cristão, ao verdadeiro Cristão: Se você morresse agora para onde iria? “Ele respondeu para o céu”. Qual a razão da esperança que há em você? E o Cristão respondeu: “Eu nasci em pecado, em pecado minha mãe me concebeu, eu tenho quebrado toda a Lei de Deus e eu mereço toda extensão de Sua justa ira contra mim”. 

E o reporte interrompe dizendo: Eu não entendo, os outros dois homens eu entendi. Eles são homens justos, pelas suas próprias virtudes, seus próprios méritos e feitos. Eles acreditam que vão para o céu por terem feito coisas boas, mas o senhor me deixou confuso. Você é um enigma. Você esta me dizendo que vai para o céu mesmo merecendo justamente o oposto. Qual é a base da sua esperança? E aquele Cristão responde: Eu estou confiando na virtude e méritos de outro. JESUS CRISTO, MEU SENHOR!

Paul Washer

PS: "Toda religião do mundo é uma religião de obras. O cristianismo é a única que não exige obras. Por isso o mundo não entende." Paul Washer