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sábado, 9 de abril de 2022

QUEM É ESTE?

 



"E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" (Mt 8:27)


  • Este é: "…o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim." (Ap 22:13)

  • Este é: "…o Leão da  tribo de Judá, a Raiz de Davi..." (Ap 5:5)

  • Este é: "…Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Is 9:6)

  • Este é: "…o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1Jo 5:20)

  • Este é: "…o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser…" (Hb 1:3)


"JESUS CRISTO É O SENHOR." (Fp 2:11)



Por Hamilton Fonseca


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

O MELHOR INVESTIMENTO DA SUA VIDA!

 



"Jesus respondeu: “Eu lhes garanto que todos que deixaram casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou propriedades por minha causa e por causa das boas-novas receberão em troca, neste mundo, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e propriedades, com perseguição, e, no mundo futuro, terão a vida eterna." (Mc 10:29-30)


Esqueça o tesouro direto, a poupança, os fundos imobiliários e etc., invista toda a sua vida no Reino de Deus. Jesus te garante uma recompensa de cem vezes mais ainda nesta vida, isso significa uma taxa de juros de 10.000%, sem nenhuma chance de risco ou perdas. Em nenhum outro lugar você encontrará algo assim. Como se isso tudo já não fosse mais do que suficiente, o Senhor ainda te garante, no porvir, a vida eterna.


O que você faria se algum investidor lhe fizesse essa proposta? Pois saiba que ela já lhe foi feita!


Não existe nenhum problema em ser um investidor, esse não é um texto sobre isso. O que trago aqui é simplesmente um tipo de investimento que você não deveria negligenciar, haja visto que o retorno positivo será garantido. No investimento oferecido por Jesus nós  precisamos perder para ganhar (Mt 16:25). “Todos que deixaram… receberam”. Se você perder uma casa, inúmeras outras lhe serão entregues. Se perder sua família, uma família ainda maior irá te acolher. Não confunda o que Jesus está te oferecendo aqui com riquezas ou algo do tipo, isso não se trata de teologia da prosperidade, existem coisas que o dinheiro não pode comprar, e o dom de Deus é uma delas (At 8:20).


Se alguém for rejeitado pela própria casa por causa de sua fé, será acolhido por uma imensa família de santos espalhados por todo mundo. Os que perderam pais, mães e irmãos, receberão um número ainda maior de novos pais, mães e irmãos, pois estes serão seus verdadeiros entes, seus companheiros de perdas e ganhos, ou seja, todos aqueles que fazem a vontade do Pai Celeste, esses serão seus irmãos, irmãs e mães (Mt 12:50). Nesse sentido você terá infinitamente mais do que tudo aquilo que poderá perder, e olha que nós nem chegamos na parte da vida eterna, mas isso será um assunto para uma outra postagem.


Invista toda a sua vida em Jesus Cristo e não tenha dúvidas de que esse será o melhor investimento da sua vida!


Por Hamilton Fonseca


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

"NA VERDADE O SENHOR ESTÁ NESTE LUGAR; E EU NÃO O SABIA." (Gn 28:16)

 



Você sabia que exemplos como o do texto acima são mais comuns no meio cristão do que você imagina? A semelhança de Jacó, que, em meio as suas turbulências e agitações não conseguiu perceber a presença de Deus ao seu redor, nós, por vezes, em determinadas situações tempestuosas de nossas vidas, também não damos conta da presença de Deus bem ali na nossa frente.


Isso pode se dar por vários motivos, como ansiedades, medos, temores, fraqueza da fé, desânimos e etc. Os problemas se tornam tão grandes aos nossos olhos que não conseguimos enxergar mais nada além dos próprios problemas em questão. Como tipos de Geazi vemos tudo, qualquer outra coisa que não seja a presença de Deus, que na verdade está lá, diante de nós, nua e patente, em uma dimensão infinitamente maior a qualquer outra. (2Rs 6:8-23)


Quem não se lembra dos discípulos no caminho de Emaús, que devido a tamanha melancolia, não perceberam que estavam na presença do próprio Cristo ressurreto? Ou dos discípulos, que por causa da violência dos ventos e da tempestade, se esqueceram que o autor da vida estava no barco? Eu poderia citar inúmeros outros exemplos nas Escrituras, mas acredito que esses já sejam suficientes. (Lc 24:13-34; Mt 8:23-27)


Comece a aguçar em você uma percepção mais clara da graça e da presença Divina. Não permita que nada tire os seus olhos da pessoa de Cristo; Ele está aí, mesmo que tudo te pareça dizer o contrário. 


Por Hamilton Fonseca.


sábado, 12 de dezembro de 2020

"MUDOU O SENHOR A SORTE DE JÓ, QUANDO ESTE ORAVA PELOS SEUS AMIGOS..." (Jó 42:10)



Da série: Reflexões.

Teria sido coincidência a sorte de Jó ter mudado justamente no momento em que ele intercedia pelos seus amigos? Certamente não! A intercessão pode estar ligada a cura e a restauração (Tg 5:16). O Deus que ouve orações também responde orações, e isso deveria te incentivar de um modo imensurável a ser não somente uma pessoa que ora, mas também intercede. E estas duas coisas, na verdade, devem andar juntas. Um cristão verdadeiro é alguém que ora e intercede! 

Interceda mais e perdoe mais. Talvez a falta de empatia com a causa e com a vida alheia seja o motivo de algumas de suas orações não terem resposta.


Por Hamilton Fonseca

sábado, 10 de outubro de 2020

ESQUEÇA O EGITO!

 



"disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera  tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão." (Êx 16:3)

Alguns cristãos, em momentos de fraca fé, podem se ver tentados a olharem para trás, a sentirem falta da vida razoavelmente tranquila que viviam antes, a semelhança de Israel que se recordava com lamento da comida egípcia, a qual se fartavam enquanto ainda eram escravos em terra alheia. Por um instante, podem se questionar de sua peregrinação, de suas lutas, vindo inclusive a invejar os que levam uma vida afastada de Deus, assim como o salmista do salmo 73; existe, porém, uma advertência e um encorajamento para os que estão passando por momentos assim. A advertência é que: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.  (Lc 9:62) - O encorajamento nos afirma que: "Feliz é aquele que suporta com paciência as provações e tentações, porque depois receberá a coroa da vida que Deus prometeu àqueles que o amam." (Tg 1:12)

Não olhe para trás, esqueça o Egito, siga o exemplo de Moisés, resistindo e perseverando, ao invés de querer se entregar aos prazeres transitórios do pecado. Comece a ter em vista a sua grande recompensa (Hb 11.25-26). Esteja certo de que existe um desfecho e um final muito mais excelente para aqueles que são fiéis. Por isso, se esqueça "...das coisas que ficaram para trás...” e avance  “...para as que estão adiante…” prossiga ”...para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Fp 3:13-14)

Esqueça o Egito, olhe para o céu! (Rm 8.18)


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

VOCÊ PODERIA TER VENCIDO O PECADO EM QUE CAIU!



"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá  livramento, de sorte que a possais suportar. " (1Co 10:13)


Existe poder divino para o cristão que é tentado, de uma maneira tal que ele, pelo Espírito, é capaz de suportar toda tentação que vier a enfrentar. A garantia que ele tem de Deus é: “esta dificuldade está dentro das suas próprias forças”, e mais: “se você suportar esse momento, sendo fiel, Eu te darei um livramento”.


Que esta garantia Divina te sirva de encorajamento na próxima vez que o pecado bater a sua porta.


Por Hamilton Fonseca

















 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

UM FILHO DE DEUS PODE SE SENTIR UM FILHO DA IRA?



Quando sentimos Deus presente em meio aos nossos sofrimentos somos capazes de passar e enfrentar o que for, sejam adversidades, angustias, tribulações, doenças e etc., pois sabemos que Ele é conosco e independente do que for, nEle teremos força para prosseguir. Mas, e quando a situação muda? E quando estamos em meio a terríveis provações e ao invés de sentirmos a mão de Deus nos consolando e nos dando forças para prosseguir, sentimos como se o próprio Deus além de nos estar rejeitando, está nos esmagando com Suas próprias mãos? E o pior é quando isso acontece quando estamos levando uma vida de santidade e obediência a Palavra dEle, rejeitando o pecado e se sujeitando a pessoa de Cristo. Será que isso é possível? Será que é possível um verdadeiro eleito de Deus se sentir um vaso de desonra e destinado à ira, mesmo não sendo? Bem, por pior que isso possa parecer para alguns cristãos, isso não somente é possível como também ocorre na vida de muitos santos ao longo da história. Um deles é o salmista do Salmo 88. O Salmo 88 é conhecido como o Salmo mais triste da bíblia, diferente de outros Salmos, este Salmo não termina com nenhuma nota de esperança ou livramento da parte de Deus, a última palavra deste Salmo é “trevas”, o salmista termina dizendo que todos os seus amigos e companheiros o haviam abandonado, e que sua única companhia eram as trevas (Sl 88:18). Este é o único salmo em todo o saltério que termina desta maneira.

Talvez alguns digam: “ah, certamente o salmista estava sendo afligido por Deus por causa de algum pecado que ele havia cometido.” – Certamente o salmista era um pecador diante de Deus, assim como qualquer outro homem (Rm 3:23), porém, a palavra “pecado” não aparece em nenhum lugar neste Salmo, diferente de outros salmistas que atribuem a causa de seus sofrimentos a algum pecado que haviam cometido (vide Sl 51, Sl 25:7, Sl 32 e etc), o salmista do Salmo 88 em momento algum diz que a causa de seus sofrimentos advinham de algum pecado que ele havia cometido contra Deus. E aqui vale ressaltar que nem todo sofrimento na vida de um filho de Deus é consequência do pecado, muitos cristãos ao verem outro irmão ser afligido por algum motivo, ao invés de consolá-lo e usarem de misericórdia, já se aproximam com 5 pedras na mão, dizendo que tal sofrimento advêm de algum pecado do mesmo, foi assim que os amigos de Jó fizeram (Jó 4:1 – 7:21) e é assim que muitos ainda fazem nos dias de hoje. Os discípulos de Jesus ao encontrarem um homem cego de nascença, perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?" (João 9:2), Jesus os respondeu dizendo: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.” (João 9:3). “Amai-vos uns aos outros” (Jo 13:34), é o que Deus nos instrui a fazer.

O salmista não estava simplesmente passando por uma faze ruim que durava somente alguns dias, muito pelo contrário, ele diz que as angústias e aflições que o afligiam o acompanhavam desde sua mocidade (Sl 88:15), eram sofrimentos que vinham o acompanhando por toda a sua vida, dia após dia. Dia e noite ele clamava a Deus por socorro (v.1), e além de não receber nenhum tipo de socorro aparente da parte de Deus, ou de sequer ter suas orações ouvidas, sob sua ótica, ele diz que durante toda a sua vida, o único sentimento que sente vindo da parte de Deus é o seu furor, ele ainda diz: “Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas... tu me afligiste com todas as tuas ondas...” (Salmos 88:6-7).

Que terrível experiência é esta! A de ser um verdadeiro filho de Deus, de levar uma vida no centro de Sua vontade, e ainda assim sentir o céu fechado sobre sua cabeça, e a ira de Deus sobre os seus ombros. Jó também experimentou isso, mas diferente de Jó, o salmista não vislumbrou nenhum tipo de livramento visível da parte de Deus, e provavelmente ele foi alguém que viveu toda a sua vida debaixo destes conflitos, mesmo sendo um homem temente a Deus.

Não sabemos exatamente a identidade deste salmista; sua autoria é incerta. Sobre isto, o rev. Augustus Nicodemus diz o seguinte: “O Salmo diz que ele foi escrito por Hemã, o Ezraíta, e diz que ele era dos filhos de Corá. Os filhos de Corá eram uma das famílias de Levi que serviam a Deus no templo, eles eram levitas que ministravam louvor a Deus no templo, com isto, vemos que este Hemã era alguém consagrado a Deus e temente a Deus. As atribuições do salmo diz que se trata de um salmo didático, ou seja, foi algo que ele escreveu para ensinar, então, era alguém maduro o suficiente para entender que a experiência dele poderia ajudar outras pessoas, e ele escreveu um salmo para ajudar outras pessoas, para ensinar outras pessoas que estariam passando pelo mesmo sofrimento que ele passou.” Ele diz ainda: “No livro de 1 Rs 4:31 está escrito que Salomão era mais sábio que todos os homens, mais sábio do que Etã, ezraíta, e mais sábio do que Hemã. E, se este Hemã se tratar do mesmo Hemã do salmo 88, só existia um homem mais sábio que ele, o rei Salomão¹”. Veja também 1 Cr 2:6.

Não sabemos também a causa exata do sofrimento desse homem de Deus, certamente, por se tratar de um levita que servia a Deus no templo, seu sofrimento não estava relacionado com a lepra, como alguns dizem, do contrário, ficaria impedido de ministrar no santuário, como os versos do 10-12 dão a entender que ele fazia, pois, mesmo em meio a tamanho sofrimento e se sentindo como alguém que havia sido rejeitado por Deus, ao dizer que se via como alguém que estava contado entre os mortos (v. 3-6), ainda assim ele louvava a Deus, falava de Sua bondade, Suas maravilhas e Sua justiça (v. 10-12), e questionava ao SENHOR dizendo que se ele fosse contado a morte e viesse a descer a sepultura, que proveito Deus poderia ter nisso? Visto que os mortos não o poderiam louvar. Vemos com isto que, mesmo o salmista se sentindo afligido pelo próprio Deus e debaixo do seu furor, ainda assim ele O louvava e proclamava a Sua justiça diante dos homens. Que maravilhoso exemplo!

Matthew Henry diz o seguinte sobre isso: “As primeiras palavras do salmista são as únicas de consolo e sustento deste salmo. Deste modo, os bons podem ser muito afligidos, podem chegar a ter pensamentos desanimadores sobre as suas aflições, e chegar a conclusões sombrias sobre o seu final, pela força da melancolia e fraqueza da fé. Queixa-se principalmente do desagrado de Deus. Até mesmo os filhos do amor de Deus podem pensar, às vezes, que são filhos da ira, e que nenhum problema exterior pode ser tão difícil para eles como este.²”

William MacDonald diz o seguinte em seu comentário: “E assim termina o mais triste dos salmos. Para aqueles que não entendem a razão para esse salmo ter sido incluído na Bíblia, leiam o testemunho de J. N. Darby. Em certo momento difícil de sua vida, ele declara que esse foi o único texto da Escritura que o ajudou, pois percebeu que alguém havia enfrentado tristeza tão profunda quanto ele. Clarke cita, de uma fonte desconhecida: ‘Há apenas um salmo como esse em toda a Bíblia, apresentando uma experiência tão rara; porém, trata-se do único salmo que assegura ao aflito mais desesperado que Deus não o abandonará³’”.

Este salmo foi escrito por um verdadeiro servo de Deus, que durante toda a sua vida experimentou momentos de extremas angustias e terríveis aflições, e cremos que é exatamente por isso que este salmo se encontra nas Escrituras. Deus nunca nos enganou, o cristianismo que é apresentado por ai, que diz que se você vier para Cristo todos os seus problemas serão resolvidos e você levará uma vida livre de adversidades, é um cristianismo falso. A bíblia é muito honesta, ela relata os sofrimentos daqueles que aceitaram a Cristo, que caminham com Deus, e que de fato pertencem a Ele e que mesmo assim não são poupados de sofrerem neste mundo. Jesus disse: “No mundo tereis aflições...” – Mas também disse: “Tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33)

Que Deus em Cristo, através do sEu Espírito, nos ajude a concluir a honrosa e nobre missão de sofrer pelo sEu nome. (At 9:16)

¹ - Parte extraída de uma mensagem do rev. Augustus sobre o salmo 88, na primeira igreja presbiteriana de Goiânia.
² - Texto extraído do comentário bíblico de Matthew Henry sobre o salmo 88
³ - Texto extraído do Comentário Bíblico popular do Antigo Testamento, de William MacDonald, ed. Mundo cristão, pag. 461

Por Hamilton Fonseca

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os altos e baixos da vida



Observem comigo estas duas passagens que têm como o mesmo autor o rei Davi:

“Em paz me deito e logo pego no sono, porque só tu Senhor me faz repousar com segurança.” Salmo 4.8 - Nesta passagem, o rei Davi rende graças a Deus por se deitar e logo pegar no sono. 

Agora, observem o contraste que encontramos dois salmos depois:

“Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas.” Salmo 6:6

Da noite de paz e sono tranquilo, Davi agora está comparando a sua cama como uma piscina de lagrimas, e a sua noite como períodos angustiantes.

É interessante ressaltar que não existem "super-crentes", que estão imunes as dificuldades da vida. Salomão nos diz que "tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro..." (Ec 9:2). A diferença em relação ao ímpio e ao justo é que o justo possui Deus como o seu refúgio e fortaleza, como o seu "socorro bem presente na angústia." Sl 46:1

Se assim como Davi você vem enfrentando momentos de turbulência e de grande tristeza, não desamine, o mesmo Davi que enfrentou estes altos e baixos da vida, nos deixou um belo texto e um grande exemplo. Este mesmo Davi que escreveu o salmo 4 e o salmo 6, também escreveu o salmo 30, que no verso 5 nos diz que:

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã."

Davi termina o salmo 30 com as seguintes palavras:

"Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre." Salmos 30:11-12

E no salmo 6, que é o mesmo salmo onde Davi compara a sua cama como um leito de lágrimas, ele termina da seguinte maneira:

"O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração. Serão humilhados e aterrorizados todos os meus inimigos; frustrados, recuarão de repente." Salmos 6:9-10

Dito isto, encerro este texto na certeza da soberania divina sobre todas as coisas. Como bem disse o pastor John Piper: "Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos."

Se animem, pois Ele mesmo prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:20

sexta-feira, 29 de março de 2013

O cristianismo puro e simples



Se formos verificar nas três maiores religiões..., e perguntarmos a um Judeu Ortodoxo: “Se você morrer agora para onde você vai”? Ele responderia: “Vou para o céu”. Por qual motivo? “Porque amo a Lei de Deus”. “Eu sou um servo de Deus”. “Sou um homem justo”. 

Então o repórter pergunta ao Muçulmano: Se você morresse agora para onde iria? “Eu iria para o paraíso”. Porque? “Eu amo o Alcorão, eu tenho feito as orações, as peregrinações, eu dou esmola aos pobres. Eu sou um homem justo”. 

Ele pergunta ao Cristão, ao verdadeiro Cristão: Se você morresse agora para onde iria? “Ele respondeu para o céu”. Qual a razão da esperança que há em você? E o Cristão respondeu: “Eu nasci em pecado, em pecado minha mãe me concebeu, eu tenho quebrado toda a Lei de Deus e eu mereço toda extensão de Sua justa ira contra mim”. 

E o reporte interrompe dizendo: Eu não entendo, os outros dois homens eu entendi. Eles são homens justos, pelas suas próprias virtudes, seus próprios méritos e feitos. Eles acreditam que vão para o céu por terem feito coisas boas, mas o senhor me deixou confuso. Você é um enigma. Você esta me dizendo que vai para o céu mesmo merecendo justamente o oposto. Qual é a base da sua esperança? E aquele Cristão responde: Eu estou confiando na virtude e méritos de outro. JESUS CRISTO, MEU SENHOR!

Paul Washer

PS: "Toda religião do mundo é uma religião de obras. O cristianismo é a única que não exige obras. Por isso o mundo não entende." Paul Washer


sexta-feira, 15 de março de 2013

O cristão e a religião



Um dos maiores clichês do Cristianismo moderno é usar as palavras “religioso” e “religião” de forma negativa, para se referir a pessoas hipócritas. Qualquer um com um pouco de intimidade com história da Igreja sabe que, no decorrer dos séculos, as palavras “religião” e “religioso” sempre foram usadas de maneira positiva, como sinônimo de “cristão”, “espiritual”, “Cristianismo”, etc. 

É só nos últimos tempos que os cristãos começaram a dizer que “o Evangelho não é religião”. Alias, os kardecistas costumam dizer o mesmo. O fato é que por toda a história, os cristãos sempre se referiram ao Evangelho como a verdadeira religião. Mais importante do que isso, a própria Bíblia usa a palavra de maneira positiva e não negativa:

“Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. (Tiago 1.26-27)

- Frank Brito


terça-feira, 5 de março de 2013

O cristão e o mundo



Não pense que se você seguir os princípios bíblicos, amar o seu próximo, andar segundo a Palavra de Deus e obedecer aos estatutos Divinos você sera aceito ou amado pelo mundo. Não pense que sendo parecido com Cristo você sera aplaudido. Ser semelhante a Cristo resulta em ódio e repulsa, a amizade com Deus gera inimizade com o mundo. Cristo foi perfeito, cumpriu as Escrituras em sua totalidade, e ainda assim O mataram.

Quer ser amado pelo mundo? Seja desonesto, não respeite o seu próximo, seja ganancioso e ambicioso, agindo assim você terá o respeito do mundo.

Mas lembre-se, o verdadeiro cristão não compactua com o mundo. Cristo venceu o mundo, na verdade, o mundo não passa do estrado de Seus pés, apenas a orla de Suas vestes são o suficiente para encher o templo. "E o mundo passa, assim como a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre." 1 João 2:17

Portanto, não espere o aplauso, nem tampouco a gratidão deste mundo. Ao invés dos holofotes, prefira a cruz, assim como os nossos irmãos da igreja primitiva. E venha, entre por essa porta que de fato é estreita, mas que conduz a vida, a fim de ouvirmos do Amado a tão esperada frase:

"Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." Mateus 25:34



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Natal: Cristianização do paganismo



As diversas comemorações do natal têm raízes históricas e antropológicas. Adaptado, no IV século da era cristã, de uma celebração pagã da Igreja Católica Romana, o natal ganha novas interpretações em cada região brasileira.

Geralmente, elas refletem o grau de integração de cada região ou cidade com outras culturas.

Nas áreas rurais do nordeste, de Minas e do Centro-Oeste, sobrevivem as tradições centenárias de forte cunho religioso. É o caso das novenas, das folias de reis e dos presépios artesanais. Em São Paulo, os troncos de galhos de arvores enfeitados com luzinhas minúsculas lembram o natal de Paris ou Nova Iorque, enquanto que o tradicional panetone, imprescindível pelos defensores dessa festa, foi importado da Itália.

Nos estados do sul, colonizados pelos europeus, natal é a temporada dos corais de rua. Belém (Pará) comemora dois natais por ano: O primeiro é o mais importante, é comemorado no dia 12 de outubro. É a festa do Círio de Nazaré. Nesse dia, cerca de 2 milhões de pessoas ocupam as ruas da cidade numa enorme procissão. Os belenenses também comemoram o natal no dia 25 de dezembro, mas é uma festa que não se compara à do Círio.

A origem do natal:

Tem natal na bíblia? Claro que sim. Não há nenhum problema em se Jesus nasceu ou não, o problema é o que fizeram com a história. Qualquer pessoa, por menos esclarecida que seja, sabe que o nascimento de Jesus é um fato incontestável.

Mas de onde surgiram as tradições do natal? Porque aqueles que comemoram o natal realizam o mesmo ritual todos os anos sem saber o significado dessas festas? Qual é o fundamento histórico da escolha do dia 25 de dezembro para a celebração do natal? Jesus nasceu mesmo nesse dia?



Bem, enquanto se sabe exatamente quando Jesus nasceu e ressuscitou, porque as datas coincidem com a páscoa judaica, para o nascimento de Jesus não há pistas seguras. O evangelho de Lucas informa que na época em que Jesus nasceu o imperador romano se chamava Cézar Augusto, a Síria era governada por Quirino e que a Palestina tinha um governador chamado Herodes. Os evangelhos nos dão algumas pistas muito vagas. A mais importante é que a noite devia estar muito quente, pois os pastores estavam com seus rebanhos no campo (Lc 2:8-11), o que joga o nascimento de Jesus para o verão e nunca no frio de dezembro. (Em dezembro é inverno em Israel)

Se não veio da bíblia, então... A origem desta festa não está na bíblia, e sim na celebração a falsos deuses “nascidos” na Babilônia, Grécia, Síria, países asiáticos, que descendo à Europa, se estabeleceu em Roma e na Alemanha. A França capturou a visão, passou para a China e daí, como fonte de comércio, foi distribuída para todas as nações da terra.

A Enciclopédia Barsa, Vol. 11. Pg. 274, fala o seguinte sobre o natal: “A data atual foi fixada no ano de 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava “O Natalis Invicti Solis” (Nascimento do vitorioso Sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício de inverno, como a “Saturnália” em Roma e os cultos solares entre os celtas e os germânicos. A ideia central das missas de natal revela claramente essa origem: as noites eram mais longas e frias, pelo que em todos esses ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz”.

Por milhares de anos o homem pagão, em muitas culturas, tem comemorado o 25 de dezembro como um tempo determinado para a adoração ritualística ao deus-sol, quer seja ele chamado deus-sol, Saturno, Oziris, Mithra, Horus, ou simplesmente sol. O nome do deus diferia dependendo da cultura, mas todos tinham uma coisa em comum: Dizia-se que todos tinham nascido em 25 de Dezembro.

Portanto, as festas de inverno que comemoravam o nascimento do deus-sol Mithra eram chamadas de “A natividade”, natividade do sol.

A origem das festas de inverno é encontrada no primeiro deus-sol, Ninrod, da Babilônia (terra da qual a adoração originalmente difundiu-se). Ninrod ao morrer passou a regência a seu filho Tamuz, que designado também como um deus-sol, estabeleceu um festival de inverno para honrar o seu próprio nascimento. O aniversário de Tamuz era celebrado com grandes festas de orgias e bebedices. Importados por Roma, estas festas de meio-inverno se tornaram conhecidas como “Saturnália” e Saturno passou a ser apenas outro nome para Ninrod, ou Tamuz.

Quando o imperador remano Constantino se “converteu” ao cristianismo no início do III século, a “Saturnália” era a festa romana de maior expressão. Começava, segundo a história, em 18 de dezembro e terminava no dia 25, o último dia das saturnais.

Degenerada num carnaval desenfreado que durava toda uma semana, esta festa era a mais vil e imoral de todas as festas da Roma pagã. Debaixo de toda licenciosidade possível, o último dia da festa, 25 de dezembro – era o “dies natalis invicti” (o dia do nascimento do invicto). Quem era o invicto? Saturno, o deus-sol dos romanos, ou Tamuz, adorado na Palestina (Ez 8:14), ou Ninrod, adorado na Babilônia.

O imperador Aureliano estabeleceu em 275 a.d (depois de Cristo) que todos os fiéis e não fiéis obrigatoriamente comemorassem o Natal na data estabelecida pelas autoridades romanas, isto é, 25 de dezembro.

Símbolos de rituais pagãos inseridos nas festividades de natal. Árvores como altares pagãos:



No ocultismo e nas religiões orientais, usa-se uma árvore para invocar os espíritos dos antepassados. A árvore sempre foi usada como um ponto de contato entre demônios e homens. Nos dias dos reis de Israel, a bíblia sempre que se refere a adoração a falsos deuses, não é mesquinha de citar exemplos de árvores como locais de adoração. A árvore de natal é um ponto de contado que os deuses gostam. Todo feiticeiro sabe disso, menos a igreja.

Quem tem uma árvore de natal está legalizando a entrada de guias, orixás e caboclos. Os ocultistas creem que as pessoas são energizadas através de árvores. A árvore de natal é um símbolo de consagração, é uma fábula do chamamento de adoração a deuses babilônicos.

Os antigos babilônios tinham o costume de consagrar uma árvore aos pés dos deuses e depois a levavam para casa como aprovação desses deuses; por não poder fazer a réplica da imagem, a árvore era o símbolo do deus dentro de casa. Essa árvore estava sempre relacionada a um pinheiro. O pinheiro faz parte de um ritual de adoração a Ninrod e a Semíramis. Com a árvore de natal dentro de nossa casa estamos ressuscitando um trono babilônico, dando legalidade para demônios agirem.

Velas:



A vela é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida no ritual do natal está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Dentro das escolas que estudam o paganismo as velas são chamadas de demônios; é a simbologia de manter os demônios vivos.

Guirlandas: Em grego é “stephano”, em latim “corona.” São memoriais de consagração. Eram usadas como enfeites, celebração nos esportes, como ofertas para funerais, celebração em memória aos deuses, oferendas a vitalidade do mundo vegetal, celebração das vitimas sacrificadas aos deuses pagãos. Essas coroas verdes que muitos colocam nas portas de suas casas como adorno não passam de um instrumento de chamamento e legalidade de entrada de deuses. Elas ficam nas portas porque são os lugares de entrada onde os que chegam recebem as boas vindas. (bem sugestivo não é?!).

Nos templos pagãos antigos elas aparecem como símbolos relacionados ao deus Apolo, indispensáveis no culto a Zeus, como homenagem a Demeter (Ceres em latim), ou seja, Semíramis, a mãe de Tamuz, esposa de Ninrod. Ainda como adorno a divindades pagãs, aparecia na cabeça da virgem que daria a luz um filho em cuja mão direita havia uma espiga de milho, dando sinal de fertilidade. No Egito aparecem como Isis e Osíris, nos países asiáticos como Cibele e Dionísio, em Roma a versão europeia era Fortuna e Júpiter, na Grecia eram adorados como Irene e Plutos, e na Babilônia como Semíramis e Ninrod. 

Aparecem ainda como sinal de reverência a Frigio da agricultura, ou seja, Sabázio, um deus a quem os alimentos são consagrados. Todos eles exigiam as guirlandas.

Presépio:



O primeiro foi montado em 1223 por São Francisco de Assis numa gruta próxima a cidade de Greccio, a 65 quilômetros de Roma. Os reis magos aparecem pela primeira vez nos presépios em Florença, sob o domínio dos Médici. O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiguidade babilônica. É um estímulo a idolatria. Na verdade uma convocação que leva o povo a ficar com a fé limitada ao material.

Papai Noel:



Papai Noel não é um santo, é um ídolo. Foi inspirado em São Nicolau, um católico que vivia na cidade de Lycia, na atual Turquia, durante o século IV. O bom velhinho como se conhece hoje, no entanto, de roupas e capuz vermelho e um saco de presentes nas costas, surgiu no século XIX numa ilustração do cartunista Thomas Nast, e só ganhou fama numa propaganda da Coca-Cola em 1931. Hoje é um dos símbolos universais do natal. (Sem contar que o Sr. Noel possui 3 atributos exclusivos do Deus Vivo, a onipotência, a onisciência e a onipresença, pois ele é onisciente ao saber se uma criança foi boa durante todo o ano para poder ganhar um presente, é onipotente para poder realizar qualquer pedido de natal de uma criança e é onipresente, pois na noite de natal ele está presente em todas as partes do mundo para poder entregar os presentes. Uma ofensa ao Deus Vivo e Todo-Poderoso).

Troca de presentes:



Nos países nórdicos acontecia o ritual em que as pessoas subiam as montanhas de madrugada e lá choravam em sacrifício ao deus sol. Esperavam surgir os primeiros raios de sol e entregavam presentes uns aos outros, enquanto diziam: “Você jamais se esqueça dos deuses sobre nós!” O presente significava a materialização das bênçãos dos deuses e a eternização do pacto. (O comércio que o diga o quanto isso é bom)

A visão de Roma:

A intenção do natal é prender Jesus na celebração do nascimento e esquecer-se de Jesus na celebração da volta. É apagar a luz da revelação e prender os menos esclarecidos na esfera do material.

O natal hoje é um culto comercial que rende muito dinheiro. Nesta época, as vitrines são invadidas por gnomos, que na verdade são demônios que habitam florestas e árvores. O natal se tornou um culto a demônios assumidamente.

O natal, atualmente comemorado em 25 de dezembro, é uma festa pagã, e não tem nada a ver com Jesus. A ideia de Roma ao instituir o dia 25 de dezembro como o natal de Jesus era apenas cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, ou seja, fazer uma aliança do puro com o profano. O cristão recebe um pouco do pagão e o pagão recebe um pouco do cristão. A exaltação do Rei dos reis não existe.

Mas Deus está levantando hoje uma geração de Gaditas (1Crônicas 12:8) para desmascarar o inimigo. Muitos cristãos hoje já não estão mais “engolindo” o natal. Baruch Habah B’shem Adonai! Bendito o que vem em nome do SENHOR! (Lucas 13:35).

Oniel Storck, pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Iúna/ES
Texto extraído da revista “gospel Link”, dezembro de 2005, ano 2 – N° 6, pg. 16-19