domingo, 2 de setembro de 2012

A fé de Tomé



“Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos outros discípulos: "Vamos também para morrermos com ele". João 11:16


“Em geral nos lembramos de Tomé por causa das suas dúvidas, mas também era suscetível de devoção e de coragem.” Leon Morris.

“Tomé expressa lealdade a ponto de oferecer sua vida por Cristo...” Bíblia King James, edição de estudo.

Sempre que falamos em Tomé nos lembramos de sua incredulidade. O nome de Tomé sempre está ligado a descrença e ao ceticismo. Porém ninguém se lembra que na ocasião em que Jesus queria voltar para a Judéia mesmo sendo jurado de morte lá, o único discípulo que não o questionou sobre sua decisão e que inclusive estava disposto a se tornar mártir com Cristo, era ele, o “incrédulo” Tomé.

Isso também acontece nos dias atuais. O ser humano é voltado a se lembrar somente das coisas negativas, todos se lembram de nossos erros e fracassos, mas poucos nos valorizam em nossos momentos de êxito e fé.

Antes de querermos tirar um cisco do olho de nossos irmãos, devemos tirar a trave dos nossos.

Soli Deo Gloria!

Por Hamilton Fonseca

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os pagãos que nunca ouviram o evangelho estão perdidos?



“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis.” Romanos 1:20

“Todo aquele que pecar sem a lei, sem a lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a lei, pela lei será julgado... De fato, quando os gentios, que não têm a lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei;

Pois mostram que as exigências da lei estão gravadas em seus corações. Disso dão testemunho também a consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os.

Isso acontecerá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o meu evangelho.” Romanos 2:12; 14-16

Qual é, então, a resposta de Deus à pergunta: “Os pagãos que nunca ouviram o evangelho estão perdidos?”. Os pagãos são condenados por não viverem de acordo com a revelação que lhes foi dada por Deus na criação. Em vez disso, tornam-se idólatras e, consequentemente, entregam-se a uma vida de depravação e impudicícia.

Suponhamos, porém, que um pagão viva de acordo com a revelação que lhe foi dada por Deus. O que acontecerá se tal indivíduo se livrar dos seus ídolos e buscar o Deus verdadeiro?
Na opinião de alguns, se o pagão viver de acordo com a revelação de Deus na criação, Deus lhe enviará a luz do evangelho. Um exemplo citado é Cornélio. Suas orações e esmolas subiram para memória diante de Deus. Então, Deus enviou Pedro a fim de lhe dizer como ser salvo (At 11:14).

Para outros, se um individuo crer no Deus vivo, único e verdadeiro conforme este é revelado na criação, mas morrer antes de ouvir o evangelho, Deus o salvará com base na obra de Cristo no Calvário. Apesar de o individuo não saber da obra de Cristo, Deus a leva em consideração em favor de tal individuo quando este crê no Senhor com base na revelação que recebeu. De acordo com essa linha, foi assim que Deus salvou as pessoas antes do Calvário e é desse modo que ele continua a salvar os retardados mentais e as crianças que morrem antes de saber distinguir entre o bem e o mal.

A primeira linha de raciocínio pode ser corroborada pelo caso de Cornélio. A segunda não tem base bíblica para a era depois da morte e ressurreição de Cristo (ou seja, a nossa) e minimiza a necessidade do evangelismo ativo.

Bibliografia:

Bíblia Sagrada

MacDonald, William, 1917-2007. Comentário bíblico popular, Antigo testamento/ editado com introduções de Art Farstad – São Paulo: ed. Mundo Cristão, 2011


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A doutrina da providência



“As obras da providência de Deus são a sua maneira muito santa, sábia e poderosa de preservar e governar todas as ações delas” (Breve Catecismo de Westminster, p. 11). 

Se a criação do mundo foi um exercício único da energia divina que criou todas as coisas, a providencia é um exercício continuado da mesma energia. Por meio dela o Criador, de acordo com sua própria vontade, preserva todas as criaturas, envolve-se em todos os acontecimentos e dirige todas as coisas aos seus fins determinados. Deus está totalmente no comando do seu mundo. Sua mão pode estar escondida, mas seu governo perfeito abrange todas as coisas.

Imagina-se, às vezes, que Deus conhece o futuro, mas não tem controle sobre ele; que ele sustenta o mundo, mas não interfere nele, ou que ele dá ao mundo uma direção geral, mas não se preocupa com detalhes. A bíblia, enfaticamente, rejeita todas essas limitações de sua providência.

A bíblia ensina, claramente, o controle providencial de Deus:

1- Sobre o universo em geral (Sl 103:19; Dn 4:35; Ef 1:11)

2- Sobre o mundo físico (Jó 37; Sl 104:14; 135:6; Mt 5:45)

3- Sobre a criação irracional (Sl 104:21,28; Mt 6:26; 10:29)

4- Sobre os negócios das nações (Jó 12:23; Sl 22:28; 66:7; At 17:26)

5- Sobre o nascimento e destino na vida do homem (1Sm 16:1; Sl 139:16; Is 45:5; Gl 1:15-16)

6- Sobre o sucesso externo e fracassos na vida do homem (Sl 75:6-7; Lc 1:52)

7- Sobre coisas aparentemente acidentais ou insignificantes (Pv 16:33; Mt 10:30)

8- Na proteção dos justos (Sl 4:8; 5:12; 63:8; 121:3; Rm 8:28)

9- Em suprir as necessidades do seu povo (Gn 22:8,14; Dt 8:3; Fp 4:19)

10- Em responder as orações (1Sm 1:19; Is 20:5-6; 2Cr 33:13; Sl 65:2; Mt 7:7; Lc 18:7-8)

11- No desmascaramento e punição do ímpio (Sl 7:12-13; 11:6) 

(L. Berkhof, Systematic Theology, 2ª edição revista [Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1941], p.168).

Descrever o envolvimento de Deus no mundo e nos atos das criaturas racionais exige considerações complementares. Por exemplo, uma pessoa deseja uma ação, um evento é produzido por causas naturais ou Satanás mostra sua mão – Contudo, Deus anula. Além disso, pessoas podem ir contra a vontade do mandamento de Deus – contudo, cumprem sua vontade nos acontecimentos. O motivo das pessoas pode ser mau – contudo Deus usa suas ações para o bem (Gn 50:20, At 2:23).

Embora o pecado humano esteja sobre o decreto de Deus, Deus não é o autor do pecado (Tg 1:13-17).

O envolvimento “concorrente” ou “confluente” de Deus em tudo o que ocorre não viola a ordem natural, os processos naturais em andamento ou a ação livre e responsável dos seres humanos. O controle soberano de Deus não anula a responsabilidade e o poder das segundas causas; ao contrário, essas causas foram criadas e exercem suas funções por determinação divina.

Dos males que contaminam o mundo de Deus (males espirituais, morais e físicos), a bíblia diz: Deus permite o mal (At 14:16); usa o mal como uma punição (Sl 81:11-12; Rm 1:26-32); do mal tira o bem (Gn 50:20; At 2:23; 4:27-28; 13:27; 1Co 2:7-8); usa o mal para testar e disciplinar aqueles a que ama (Mt 4:1-11; Hb 12:4-14); um dia, porém, Deus redimirá totalmente seu povo do poder e da presença do mal (Ap 21:27; 22:14-15).

A doutrina da providência ensina aos cristãos que eles nunca estão presos a sorte cega, à casualidade, ao acaso ou ao destino. Tudo o que lhes acontece é divinamente planejado, e cada acontecimento chega como um novo convite a confiar, a obedecer e a regozijar-se, sabendo que todas as coisas ocorrem para o seu bem espiritual e eterno (Rm 8:28).

Bibliografia:

Bíblia de Estudo de Genebra

Breve Catecismo de Westminster, p. 11

L. Berkhof, Systematic Theology, 2ª edição revista [Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1941], p.168


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Homossexualismo, o que a bíblia diz a respeito?



Tanto no AT (Gn 19:1-26; Lv 18:22; 20:13) quanto no NT (Rm 1:18-32; 1Co 6:9; 1Tm 1:10), Deus condena o pecado do homossexualismo. O SENHOR mostrou sua ira contra esse pecado quando destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra. Na lei de Moisés, a sodomia era punida com a morte. Nenhum praticante da homossexualidade entrará no reino de Deus.

Os chamados “gays” pagam um alto preço por seu estilo de vida imoral. Paulo declara que essas pessoas têm recebido “em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1:27b). Isso inclui doenças sexualmente transmissíveis, pneumocistose, sarcoma de Kaposi (uma forma de câncer) e aids. Além disso, a prática causa culpa, perturbações mentais e emocionais e anomalias na personalidade.

Assim como qualquer outro pecador, gays e lésbicas podem ser salvos caso se arrependam de seus pecados e recebam o Senhor Jesus Cristo como Salvador pessoal. Deus ama essas pessoas, ainda que odeie o pecado que cometem.

Há uma diferença entre praticar a homossexualidade e ter tendências homossexuais. A bíblia condena a prática, não a tendência. Há muitas pessoas que sentem atração por indivíduos do mesmo sexo, porém se recusam a alimentar essa tendência. Por meio do poder do Espírito Santo, são capazes de resistir à tentação e viver de modo puro. Muitos cristãos com tendências homossexuais:

“... sofrem e se entristecem com essa condição, mas, como não conseguem mudá-la, recorrem ao poder do Espírito Santo para exercitar abstenção e castidade, atitudes que, na verdade, representam o processo de santificação [...] Confiando em Cristo, [esses cristãos] entregaram a Deus uma mácula interior persistente para que o poder divino seja aperfeiçoado na fraqueza.”

Alguns culpam Deus por terem nascido com tendências homossexuais, porém a culpa não é de Deus, mas da natureza humana pecaminosa. Todos os filhos caídos de Adão possuem tendências para o pecado. Alguns têm fraquezas em determinada área; outros, numa área diferente. O pecado não está em ser tentado, mas em sucumbir à tentação.

É possível se libertar do homossexualismo ou do lesbianismo, assim como qualquer outra forma de pecado carnal. Contudo, na maioria dos casos é muito importante que a pessoa se submeta a aconselhamento cristão.

Os cristãos devem acolher gays e lésbicas como seres humanos, porém sem aprovar o estilo de vida que praticam. Uma vez que Cristo morreu por estas pessoas, os cristãos devem buscar todas as formas possíveis de levá-las  a uma vida de “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). 

Bibliografia:

Bíblia Sagrada

MACDONALD, William. Comentário bíblico popular do Novo Testamento. São Paulo: Mundo Cristão, 2011

(Excurso) Bennett J. Sims, "Sex and Homosexuality", Christianity Today, 24 de fevereiro de 1978, p.29


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aborto, o que a bíblia diz a respeito?



Analisemos o Salmo 139 a partir dos versículos 13-16 - Com base neste verso, pode-se concluir que a Bíblia considera o aborto como um assassinato?

PROBLEMA: Segundo esta passagem, Deus considera um ser humano aquele que ainda não nasceu. Entretanto, se o feto é realmente um ser humano, então o aborto provocado é a execução deliberada da morte de uma pessoa inocente. Esta passagem nos mostra então que Deus considera o aborto provocado como um assassinato?

SOLUÇÃO: Sim. Muitas outras passagens reforçam esta posição.

Primeiro, aquele que ainda não nasceu é intimamente conhecido por Deus, e recebe o chamado de Deus. Em Jeremias 1:5, Deus diz: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações".

Segundo, o que ainda não nasceu é referido como tendo características de uma pessoa: pecado, como no Salmo 51:5; ou alegria, como em Lucas 1:44.

Terceiro, aquele que fere um feto recebe a mesma punição do que fere um adulto. Em outra parte (veja os comentários de Êxodo 21:22-23 abaixo), a mesma punição é dada pelo mal causado à mulher ou à criança que está em gestação. Deus considera o não-nascido como um perfeito ser humano. E tomar deliberadamente a vida de um ser humano inocente é assassinato.

ÊXODO 21:22-23 - Esta passagem mostra que um ser ainda não nascido tem menos valor do que um ser adulto?

PROBLEMA: De acordo com algumas traduções da Bíblia, este texto ensina que, se dois homens brigarem, e a mulher de um deles tiver um aborto, o responsável "será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher" (v. 22). Mas, se da briga resultar a morte da mulher, a penalidade seria a pena capital (v. 23). Isto não prova então que o feto não era considerado um ser humano, como o era a mãe?

SOLUÇÃO: Primeiro, antes de mais nada, há aqui uma tradução inadequada. O grande erudito em hebraico, Umberto Cassuto, traduziu este texto corretamente, da seguinte maneira: "Se homens brigarem, e ferirem não intencionalmente uma mulher com criança, e seus filhos forem dados à luz, porém sem maior dano - isto é, nem a mulher nem as crianças morrerem -aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, isto é, a mulher ou as crianças morrerem, então, darás vida por vida."{Commentary on the Book of Exodus - Comentário do Livro de Êxodo - Magnes Press, 1967).

A tradução acima torna o sentido bem claro. É uma passagem de peso contra o aborto, afirmando que um feto tem o mesmo valor que um ser humano adulto.

Segundo, a palavra hebraica (yatsa), erroneamente traduzida pelo verbo "abortar", na verdade significa "sair" ou "dar à luz". No AT, é a palavra regularmente empregada com o sentido de dar à luz com vida. De fato, ela não tem nenhum emprego no sentido de "aborto provocado", embora tenha o sentido de dar à luz um natimorto. Mas nessa passagem, como em praticamente todos os textos do AT, a referência é a um nascimento com vida, embora prematuro.

Terceiro, há uma outra palavra hebraica para "aborto" (shakol), que não é usada. Já que ela era disponível e não foi empregada, tendo sido preferida a palavra que expressa um nascimento com vida, não há razão para supor que o sentido não seja realmente este: o de dar à luz uma criança com vida.

Quarto, a palavra usada com referência a que a mulher deu à luz éyeled, que significa "criança". A Bíblia usa a mesma palavra para "bebês" e para "criancinhas" (Gn 21:8; Êx 2:3). Daí, o não nascido éconsiderado um ser humano igual a uma criancinha.

Quinto, se qualquer dano acontecesse, seja para a mãe, seja para o filho, a mesma punição era devida: "vida por vida" (v. 23). Isso demonstra que o feto possuía o mesmo valor que sua mãe.

Sexto, outras passagens do AT ensinam que o feto é um ser humano em seu sentido mais completo. O NT confirma esta mesma posição (cf. Mt 1:20; Lc 1:41,44).

Salmo 139: 13-14 – Depois de falar da onipresença de Deus, Davi retrata seu poder e habilidade. Para isso, concentra-se na onipotência divina demonstrada por meio de desenvolvimento maravilhoso de um bebê no ventre de sua mãe. Numa partícula de matéria aquosa menor do que o pingo sobre a letra “ i ” se concentram programadas todas as características futuras da criança: a cor da pelo, dos olhos e do cabelo, as feições, as habilidades inatas. Tudo que a criança será física e mentalmente está contido na forma germinal que é o óvulo fecundado. Dele se desenvolverão: 60 trilhões de células, 160 mil quilometros de fibras nervosas, quase 100 mil quilometros de vasos responsáveis por fazer o sangue circular pelo corpo, 250 ossos, isso sem falar nas juntas, nos ligamentos e nos músculos. (RADMACHER, documentação adicional indisponível)

Davi descreve a formação do feto com sensibilidade e beleza extraordinárias. “Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe”. Sim, Deus formou nosso interior; cada parte é uma maravilha de engenharia divina. Considere o cérebro, por exemplo, com sua capacidade de registrar fatos, sons, odores, imagens, tato e dor, bem como de recordar e fazer cálculos, sem falar na habilidade de tomar inúmeras decisões e resolver problemas.

Deus nos formou no seio (ou “ventre”; NVI) de nossa mãe, uma descrição apropriada do modo notável com que ele entretece os músculos, tendões, ligamentos, nervos, vasos sanguíneos e ossos da estrutura humana.

Davi irrompe em louvores ao Senhor. Ao pensar no ser humano, o ápice da criação divina, confessa que foi formado por modo assombrosamente maravilhoso. Quanto mais pensamos nas maravilhas do corpo humano, em sua organização, complexidade, beleza, instintos e elementos herdados, mais nos admiramos com o fato de pessoas versadas em ciências naturais não crerem num Criador infinito.

139:15 – Mais uma vez, o salmista volta ao tempo em que seu corpo estava sendo formado no ventre materno. Observe como ele usa a primeira pessoa do singular para se referir ao embrião ou feto. De acordo com a visão bíblica, a personalidade humana existe antes do nascimento; por isso, o aborto, exceto em casos de necessidade médica extrema, é homicídio.

Davi estava ciente  de que Deus o conhecia por inteiro desde o princípio. Seus ossos não foram encobertos do Senhor quando estava sendo formado em segredo e entretecido com grande habilidade como nas profundezas da terra. Fica claro que o sentido não é literal, pois ninguém é formado abaixo da superfície da terra. No contexto, a expressão “nas profundezas da terra” é sinônima de “no seio de minha mãe”. Encontramos uma expressão semelhante em Efésios 4:9, texto no qual o apostolo Paulo diz que Cristo desceu “às regiões inferiores da terra”. Também nesse caso, o contexto indica que ele entrou no mundo pela atecâmara do ventre da virgem, uma referencia a encarnação.

139:16 – Ao falar de sua substância [...] informe, Davi emprega um termo que descreve algo enrolado ou embrulhado. Para Barnes e outros comentaristas, a palavra denota de modo mais adequado, o embrião ou feto, “no qual todos os menbros do corpo ainda se encontram dobrados ou não desenvolvidos, ou seja, antes de assumirem forma ou proporções claras”. Mesmo na fase preliminar da existência, os olhos do Senhor contenplavam o salmista mavioso de Israel.

E, no [...] livro de Deus, todos os [...] dias da vida de Davi já haviam sido registrados pelo arquiteto divino antes do momento histórico em que o salmista anunciou sua chegada ao mundo com o primeiro choro estridente.


Bibliografia:

Bíblia Sagrada

Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia / Norman Geisler, Thomas Howe; traduzido por Milton Azevedo Andrade. — São Paulo: Mundo Cristão, 1999

MacDonald, William, 1917-2007. Comentário bíblico popular, Antigo testamento/ editado com introduções de Art Farstad – São Paulo: ed. Mundo Cristão, 2011.





domingo, 5 de agosto de 2012

Ele nos amou primeiro




“Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” 1 Jo 4:19

O homem é incapaz de conhecer Deus e relutante em buscá-lo, então, o único meio pelo qual ele pode ser salvo é quando Deus toma a iniciativa de mudá-lo e salvá-lo.

Nenhum homem toma a iniciativa de conhecer Deus. Nenhum deles acorda em um determinado dia e diz por sua própria motivação: “Irei buscar a Deus”. Não! É Deus que efetua no homem tanto o querer quanto o realizar Fp 2:13.

Somos reféns de nossa natureza pecaminosa, e o pecado é oposto a Deus. Nossa natureza nos afasta de Deus, porem Sua graça nos atrai de forma irresistível, a ponto de nos sentirmos constrangidos por tão grande amor.

A graça de Deus em Cristo é o poder que bloqueia nossa natureza pecaminosa e que permite a aproximação do perfeito com o imperfeito, do natural com o sobrenatural, “... então, o que antes era indesejável torna-se altamente desejável, e voltamo-nos para Jesus da mesma forma como antes fugíamos dele." James Montgomery Boice

Nós O amamos porque Ele nos amou. Achegamo-nos a Ele porque Ele nos atraiu: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.” 2 Co 5:18

É da vontade de Deus que Seus filhos se comuniquem com Ele, que o busquem de toda sua força, alma e entendimento. Existe amor mais sincero do que o de um pai por seu filho?

Sabendo de tudo isso, não se retraia. Procure manter uma comunhão diária com Deus, dobre seus joelhos e O adore, pois esse desejo não veio de você, é o próprio Deus que está o atraindo para Sua presença, Ele quer ouvi-lo, Ele quer manter um relacionamento intimo e sincero contigo, não resista a esse amor incondicional.

Por Hamilton Fonseca 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O calvário não foi um acidente!



Muitos pensam que o calvário foi um acidente. Pensam que o calvário foi uma tentativa desesperada de Deus em querer concertar o erro cometido pelo homem no Éden. Não! Deus não pode ser surpreendido pelas forças satânicas e muito menos pela ação humana.

A cruz de Cristo é pré-histórica, o apostolo João no livro de Apocalipse disse que Jesus é o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (Ap 13:8). Antes dos pilares da terra serem estabelecidos, a cruz de Cristo já havia sido erguida como um sinal da redenção do homem.

Quando o homem entende que Deus é Soberano e está no controle de todas as coisas, ele pode seguir o conselho do salmista no salmo 37:8 e “descansar no SENHOR”.

Deus não pode ver Seus planos serem frustrados (Jó 42:2), toda palavra que sai de Sua boca prospera naquilo que foi enviada (Is 55:11). Até mesmo a ação de Satanás deve passar pela Soberania da permissão de Deus, vemos isso em todo o livro de Jó, especialmente nos capítulos 1 e 2. Deus é Soberano!

Conclusão:


"Se o Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo, significa que a criação acontece no ambiente da redenção; e não a redenção no ambiente da criação..." Caio Fabio   

Por mais difíceis que os problemas pareçam ser, devemos ter a consciência de que servimos um Deus que é Soberano, um Deus que rege Sua criação com destreza e perfeição.

O nosso papel não é o de temer o mal, mas temer a Deus (Mt 10:28b). Temê-lo não no sentido de ter medo, mas de respeitá-Lo e render-Lhe Glória (Ap 14:7).

Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.

Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração.

Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.

E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.

Descansa no SENHOR, e espera nele...”  Salmo 37:3-7




Por Hamilton Fonseca


sábado, 12 de maio de 2012

De onde veio a fé do ladrão da cruz?



Sabemos que Jesus foi crucificado ao lado de 2 ladrões, para que se cumprissem as escrituras que diziam: “E com os malfeitores foi contado.” (Mc 15:28; Sl 22:16).

Também sabemos que Jesus se dirigiu a um dos malfeitores depois que este lhe fez um pedido dizendo: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” (Lc 23:42), ao que o Senhor lhe respondeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23:43).

Analise agora comigo o seguinte fato. Um dos malfeitores que estava sendo crucificado com Jesus se dirigiu ao Senhor com ofensas ao passo que o malfeitor que estava a direita do Mestre o defendeu com suas palavras, veja o que diz o texto:

V. 39 “Um dos criminosos que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: "Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós! "

V. 40 Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: "Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença?

V. 41 Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal". (Lc 23:39-41 NVI)

Em sua última frase do texto acima citado o malfeitor defende Jesus dizendo: “Mas este homem não cometeu nenhum mal.” Com isso eu pergunto: Como este homem sabia que Jesus não havia cometido nenhum mal? Como ele possuía tal conhecimento? Como este ladrão teve fé em Cristo? 

Uma coisa é certa, ele não poderia ter acreditado no Senhor se antes não tivesse ouvido o evangelho, pois a bíblia é clara quando diz que: “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17). Não podemos acreditar naquilo que nunca ouvimos ou conhecemos: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram?...” Rm 10:14

Com isso posso argumentar que em algum momento do ministério de Jesus, em alguma de suas várias pregações, esse ladrão estava no meio de alguma multidão ouvindo a mensagem do reino através de Cristo. Quem sabe no sermão da montanha? Onde havia uma grande multidão o ouvindo. E foi pelo fato de ter ele ouvido uma vez o evangelho através de nosso Senhor que ele pode obter a fé necessária para crer no Senhorio de Cristo.

A bíblia diz que grande multidão seguia a Cristo, pois viam os sinais que ele operava sobre os enfermos (Jo 6:2). Por isso não cometo heresia quando digo que este ladrão pode inclusive ter sido um dos vários seguidores que acompanhavam Jesus em seu ministério e que por algum motivo deixou de segui-lo.

Seria impossível o malfeitor da cruz acreditar na Realeza de Cristo se em algum momento da vida ele não tivesse tido esse encontro com a mensagem do reino, visto que a fé vem pelo ouvir a palavra (Rm 10:17), e que outra palavra poderia trazer ao homem tão grande convencimento da majestade de Cristo senão aquela trazida pelo próprio Senhor da Glória?

Concluo este texto dizendo que o malfeitor arrependido, em algum momento de sua vida, mais especificamente durante o ministerio de Jesus na terra teve um encontro com a mensagem do reino trazida por Cristo e que por algum motivo que desconhecemos ele veio a se afastar da mensagem que havia ouvido, e que convencido pelo poder do Senhor, veio a se arrepender momentos antes de sua morte, em um texto onde vemos a soberania e a misericórdia de Deus de uma forma tão grande que seria impossível não se sentir constrangido diante de tão grande amor.

Por Hamilton Fonseca


sábado, 5 de maio de 2012

O “de repente” de Deus



Várias são as passagens nas Escrituras que nos mostram Deus agindo de forma repentina, quando ninguém menos esperava, Deus ia lá e fazia acontecer. Vejamos alguns exemplos:

"E DE REPENTE veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados." Atos 2:2

"E DE REPENTE sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos." Atos 16:26


"Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, DE REPENTE me rodeou uma grande luz do céu." Atos 22:6 


"E, DIZENDO PEDRO AINDA estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra." Atos 10:44


Verdadeiramente servimos a um Deus de surpresas, que opera quando menos esperamos. Esta devia ser a motivação maior para não esmorecermos em meio as dificuldades e lutas que enfrentamos diariamente. Por isso, não desanime, que o seu coração não se turbe, clame a Deus com súplicas e ações de graças, pois, quem sabe, não é hoje o dia do DE REPENTE de Deus na sua vida?!



domingo, 22 de abril de 2012

Contraste entre a manifestação de deuses pagãos com a auto-revelação do único e verdadeiro Deus Todo-Poderoso


Veja as diferentes manifestações de "deuses" em algumas religiões e compare essas manifestações com a manifestação do único e verdadeiro Deus:



Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como "Equinócio de Outono" ou "Lar da Colheita" ou "Festival da Segunda Colheita". Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 20 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).

21 de Setembro (Hemisfério Norte) e 21 de Março (Hemisfério Sul).

Em Mabon o Equinócio de Outono dia e noite tornam-se iguais. À medida que as sombras aumentam, os Pagãos vêem as faces mais sombrias de deuses e deusas (demônios). Para muitos, esse rito honra a velhice e a aproximação do inverno. Ele se manifestava no meio de trevas e escuridão.



Dionisio (Baco) o deus do vinho, se manifestava em rituais pagãos de embriagues e outras coisas mais, encorporando-se nos participantes, inspirando profecia, danças frenéticas e músicas. Tal culto é “dissolução” Ef 5.18




Nas religiões de origem africana, como candomblé, quimbanda etc, as pessoas se reunem em “terreiros” e nesses rituais os orixás, caboclos ou guias (dêmonios) se incorporam em seus “cavalos” (adépitos da religião afro) como são chamados os que recebem tais espíritos (demoníacos), dai em diante começam a agir sobre influência demoniaca, permitindo serem chamados de “cavalos” quando na verdade deveriam ser santos e OVELHAS (e não cavalos) do único e verdadeiro Deus a quem se deveria prestar culto, reverência e adoração.


Estas são as formas sombrias e ignorantes que os deuses (dêmonios) pagãos se manifestam aos seus seguidores. Em meio a trevas e escuridão, fazendo do ser humano um objeto de incorporação e reduzindo a "cavalos" aqueles que deveriam ser a imagem e semelhança do Deus Vivo Gn 1.26-30.

Agora observe como o único e eterno Deus se manifestava no meio do seu povo:

A bíblia diz em Êx 19.18 que o SENHOR se manifestou ao seu povo de Israel no deserto no monte Sinai com fogo, glória e poder, a ponto da bíblia dizer que “Todo o monte tremia grandemente”.



O nosso Deus além de ser o único Deus, é o único que se revela de forma linda e poderosa.

Quando o SENHOR se manifestava, primeiro Ele revelava a Sua identidade, o Seu Nome, e em seguida Ele revelava a sua grandeza e soberania, vemos isso em Isaias 43.11. Quando o SENHOR nosso Deus queria se revelar ao seu povo, ele levantava um homem ou uma mulher, aqui no caso o profeta Isaias e dizia: “Eu sou o SENHOR ( a Sua identidade, e em seguida a sua grandesa), e Ele continua dizendo: e fora de mim não há Salvador.”

Ao invés do nosso Deus se dirigir a nós como “cavalos” Ele se dirige a nós nos chamando de filhos e amigos Jo 1:11-12; Jo 15:14-15.



Me sinto honrado por servir a um Deus que não me vê como um “objeto” a ser incorporado, como uma criatura dispensável, ou como um mero ser humano mesquinho e inútil.

Mas glorifico ao único e verdadeiro Deus por ter me feito a coroa de Sua criação Salmo 8:5, e além disso, por me ter feito a Sua imagem e semelhança Gn 1.26-30, e me ter não como um servo maltrapilho, mas como um amigo e muito mais ainda como um filho amado.

Glória, força e honra, ao Único, Eterno, e Todo-Poderoso Deus, o SENHOR dos Exércitos, pelos séculos dos séculos. Amém!


Por Hamilton Fonseca, graduado em Teologia pela Faculdade Teológica do Espírito Santo.