domingo, 1 de abril de 2018

Ele Vive!



"Ele não está aqui; ELE RESSUSCITOU!"

Esta é a frase que as pessoas que visitam o sepulcro de Jesus, em Jerusalém, encontram.

Esta é a verdadeira páscoa! Esta é a mais estupenda notícia!

Feliz Páscoa a todos! (e só é "feliz" porque ELE VIVE!)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CONHEÇA A HISTÓRIA DE GEORGE MULLER, UM GIGANTE DA FÉ. (título nosso)



SÉRIE HISTÓRIA CRISTÃ: GEORGE MÜLLER


Deus frequentemente escolhe homens comuns, homens que costumavam zombar da fé ou homens que exigiram muita paciência por sua relutância em voltar-se para Deus e obedecer a Seu chamado. George Muller foi um destes.

Nascido em 1805 na Prússia (parte da Polônia atualmente), quando jovem costumava roubar e mentir, segundo ele mesmo quase não houve pecado no qual ele não tivesse caído.

Aos 20 anos de idade, tornou-se cristão depois de visitar uma pequena reunião em uma casa. Sua conversão foi dramática e ele abandonou de vez seus hábitos pecaminosos. Em 1829 foi a Londres para fazer um treinamento na Sociedade Londrina para a Promoção do Cristianismo entre os Judeus (hoje conhecida como Church Mission to the Jews). 

Um dos muitos aspectos fascinantes da vida de George Muller é que ela ilustra com muita simplicidade o poder de Deus.

George Muller recebeu aproximadamente R$ 395.250.000,00 em resposta a orações sem jamais ter pedido ofertas. Se isto tivesse ocorrido há dois ou três mil anos, os céticos iriam sem dúvida questionar a autenticidade deste fato. Como ocorreu no final do século dezenove, com registros modernos e evidência factual, tais fatos não podem ser negados.

O aspecto mais significante dos 93 anos de vida de George Müller na terra foi sua obediência absoluta à vontade de Deus. O fato de o Espírito de Deus ter transformado um jovem rebelde e pecaminoso em tal homem de Deus certamente nos renova a esperança.

Em 1830 ele casou-se com Mary Grooves, que se tornou uma verdadeira companheira e sustentáculo nos anos seguintes.

Em 1834 ele fundou o Instituto de Conhecimentos das Escrituras, que existe até hoje, sempre respeitando o princípio que ele mesmo impôs de nunca depender de patrocínios, nunca fazer apelos por ofertas e nunca contrair dívidas. Deus sempre proveu os recursos para todas as necessidades conforme Ele mesmo promete em Filipenses 4.19.

Ele também orava diariamente pela conversão de pessoas; e orou durante cinqüenta anos por algumas pessoas, mostrando sua fé e confiança em Deus. Todas as suas orações eram registradas em livros, com a data do começo da petição, o pedido a Deus, a data da resposta e como Deus respondeu.

Existe o registro de cerca de 50 mil orações de George Müller respondidas por Deus.

Como a epidemia de cólera aumentou dramaticamente o número de órfãos 
naqueles dias, em 1835 Müller sentiu o chamamento de Deus para abrir um orfanato totalmente pela fé, pois não tinha recursos financeiros para isto.

Em 1870 já eram cinco orfanatos com mais de 2.000 crianças.

São muitas as histórias marcantes de respostas à oração. Uma delas sucedeu quando ao levantarem pela manhã, não haver nenhum pedaço de pão para as crianças, Müller ordenou que mesmo assim as crianças dessem graças a Deus pelo alimento e ficassem esperando. 


Minutos depois um carroceiro bateu à porta, dizendo que sua carroça havia quebrado ali na frente e se queriam ficar com o carregamento de pães que estava levando para outros lugares. Assim as crianças e os demais irmãos glorificaram o Senhor por mais um de seus extraordinários feitos. Toda a vida e obra de Müller atestam a fidelidade e a graça provedora de Deus.

George Müller era um homem comum, mas sua fé inegável e confiança total em Deus e seu amor a Ele têm o mesmo impacto no mundo hoje do que quando ele morreu em 1898.

Sua vida continua sendo uma inspiração para todos aqueles que entregaram sua vida para Deus. E para todos nós continua sendo mais uma daquelas "vidas que marcaram...". 

Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!

Durante seus primeiros anos, Müller começou a desenvolver convicções sobre oração e fé, que proporcionaram a base para poderosas demonstrações da provisão de Deus. Além de pedir a Deus por comida e fundos pessoais, ele freqüentemente orava com crentes enfermos até ficarem curados. Um biógrafo observa que "quase sempre suas orações eram respondidas, mas em algumas ocasiões não eram". Nesses casos, Müller continuava orando sobre estes assuntos ou pessoas, por anos.

Grandes Sonhos, Grandes Resultados

Além de trabalhar com Henry Graik na capela Bethesda, uma moderna igreja situada no coração de Bristol, Müller começou a sentir preocupação pelas massas de crianças órfãs, abandonadas, que estavam em toda parte, na Inglaterra do século 19. Em 1834, com Craik, ele fundou a "Scriptural Knowledge Institution for Home and Abroad" - SKI ("Instituição do Conhecimento Bíblico para a Pátria e Estrangeiro"), que continua até hoje. Seus objetivos eram: 1) estabelecer Escolas diárias, Escolas dominicais e Escolas para adultos onde as Escrituras fossem ensinadas; 2) distribuir Bíblias; 3) ajudar o serviço missionário. 

Durante a vida de Muller, o SKI proporcionou educação para muitos milhares de crianças e adultos, que de outro modo não poderiam ter ido à escola. Distribuiu milhares de Novos Testamentos, Bíblias e folhetos evangelísticos a preços reduzidos, em muitas línguas. 

Enviou o equivalente moderno de muitos milhões de dólares para missionários nacionais e estrangeiros. Durante um período de dois anos, Müller quase sustentou sozinho Hudson Taylor e 30 de seus colegas missionários na China.

Cuidado com Crianças

As maiores obras pelas quais Müller é lembrado – e deve ser guardado na memória que ele foi também um líder de igreja por excelência – são os orfanatos. Nestes, e em todo o seu trabalho, Mary Groves Müller manteve-se firme ao seu lado.


Milhares de pais morreram na epidemia de cólera de 1834. Os poucos medicamentos e conhecimentos médicos precários, condições sociais ruins e leis trabalhistas infames multiplicavam os órfãos. Essas crianças infelizes tentavam sobreviver nas ruas, ou eram obrigadas a submeter-se às péssimas condições das oficinas de trabalho. Charles Dickens disse que os órfãos eram "desprezados por todos e ninguém se compadecia deles". As casas para órfãos do Estado eram poucas e quase não existiam as particulares. Todas elas serviam apenas às crianças das famílias de classes mais altas. Pobreza, crime e prostituição aguardavam o resto.


Muitos fatores convergentes levaram Müller a começar um orfanato: 1) ele estava genuinamente preocupado com os órfãos de Bristol; 2) ele estava cansado de ouvir homens de negócios e operários dizerem que a necessidade financeira e a competição os proibiam de colocar Deus e Seus assuntos em primeiro lugar em suas vidas; 3) ele queria provar que Deus responde às orações e colocar "diante do mundo uma prova de que Deus de modo nenhum mudou. Isto me parecia feito melhor pelo estabelecimento de um orfanato. Devia ser algo que pudesse ser visto ainda que pelos olhos naturais". 

Em 1835, Müller colocou o seu plano diante da igreja de Bethesda. Imediatamente a congregação se uniu para sustentar o empreendimento. Móveis, utensílios, roupas e fundos chegaram. Dali em diante, Bethesda e seu círculo crescente de igrejas permaneceram inteiramente com Müller no cuidado dos órfãos. No começo, eles costumavam alugar casas para as crianças. Muitos crentes de Bethesda trabalhavam por tempo parcial ou integral nos orfanatos. Conheciam os detalhes particulares e as necessidades diárias ligadas a um tão grande projeto. 

Eles também compreendiam a convicção de Müller em não solicitar fundos – ele queria provar que Deus responderia às orações dos crentes. Müller escreveu: "eu não digo que estaria agindo contra os preceitos do Senhor se procurasse ajuda em Sua obra através de pedido pessoal e individual [apelos] aos crentes, mas eu faço assim para o benefício da igreja em geral". Ele era totalmente contrário, todavia, à possibilidade de que algum cristão fizesse apelos financeiros aos descrentes.

Desenvolvimento do Orfanato 

Em 1836, Müller abriu a primeira casa, quando ainda não tinha 30 anos de idade. A comida para os órfãos chegava muitas vezes minutos antes da hora de ser servida, embora as crianças nunca soubessem disso. Mais e mais crianças suplicavam a Müller para recebê-las e ele alugava mais casas. Mas essas logo abarrotavam, por isso, em oração e conversa com os cristãos de Bristol, ele decidiu construir um grande e moderno edifício para os órfãos. Este projeto começou em 1845, exatamente quando a tempestade da divisão entre os Irmãos estava se formando em Plymouth. Em 1848, mesmo enquanto Darby estava atacando Müller, o primeiro dos imensos orfanatos estava quase completo. E enquanto a carta de Darby excomungando toda assembléia de Bethesda estava circulando pela Inglaterra e ao redor do mundo, o telhado foi estendido. Enquanto a divisão progredia e os antigos amigos se voltavam contra ele, Müller continuava esperando em Deus por fundos e provisões.


Em 1870, depois de profundas e repetidas provas de fé, a última das cinco magníficas casas de pedra, para 2.000 órfãos, foi levantada exatamente fora de Bristol, em Ashley Down. Müller maravilhou-se com o que Deus tinha feito naqueles 34 anos, em resposta à fé e à oração. Além de providenciar comida e roupas para muitos milhares de órfãos, ele tinha a responsabilidade de levantar o "ordenado" mensal [salário] para mais de 100 empregados. 

As garotas órfãs eram treinadas como empregadas e costureiras, enquanto os rapazes aprendiam vários ofícios. A cada órfão era assegurado um emprego antes de deixar as casas, ou Müller pagava o salário de aprendiz deles ao patrão que os ensinaria uma profissão. Cada órfão saía com um jogo completo de roupas.


Um homem que vivia próximo dos orfanatos disse que "sempre que ele sentia dúvidas sobre o Deus Vivo, vindo a sua mente, ele se levantava e olhava através da noite para as muitas janelas acesas em Ashley Down, brilhando na escuridão como estrelas no céu". Havia um imposto sobre janelas grandes quando Müller construiu os orfanatos, mas ele disse: "nós confiaremos em Deus para o dinheiro do imposto – deixem as crianças ter luz e ar!".

Pessoas por todo o oeste da Inglaterra e ao redor do mundo ficavam sabendo sobre os orfanatos. Também reconheciam o poder e a provisão de Deus que, se tornavam acessíveis em resposta às orações fiéis de Müller e seus amigos.

Tarde na vida, Müller, que falava sete línguas, viajou para 42 países em "viagens missionárias" e pregou o Evangelho para multidões de milhares. Seu alvo nessas viagens era, de acordo com o propósito de A. N. Groves, e dos Irmãos do início, quebrar as barreiras denominacionais e promover o amor fraternal entre os verdadeiros cristãos. Em três ocasiões visitou os Estados Unidos e Canadá, pregando centenas de vezes e, em quase todas, pessoas vieram a Cristo.


Em 1878, Müller foi convidado para ir à Casa Branca, a fim de falar sobre os orfanatos ao presidente Rutherford B. Hayes. Provavelmente não contou ao presidente Hayes que foi enquanto J. N. Darby estava tentando virar pessoas contra ele que Deus proveu os fundos para as grandes casas de órfãos.

Müller e o Dinheiro

Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Muller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram coparticipantes com Müller de sua fé em Deus".

Müller havia atraído a igreja de Bethesda para dentro dos seus planos do orfanato desde o início. Ele usava vários sistemas de relatórios para mantê-la informada, e os outros também, do que acontecia:
          
          1) Todo mês de dezembro, por três noites, Müller presidia reuniões públicas para                   informar as igrejas de Bristol e o público a respeito do ano que se havia passado.

2) Todos os anos, ele escrevia e publicava um "Relatório Anual" com detalhes financeiros e notas sobre eventos importantes do ano se havia passado e alguma idéia do que esperava dos anos vindouros. Estes eram dados ou vendidos a pessoas interessadas e circulavam ao redor do mundo.

3) Em 1837, Müller soltou a primeira edição de A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller (Uma Narrativa de alguns dos procedimentos do Senhor para com George Müller), um livro consideravelmente grande, de seleções de seu diário que graficamente descrevia como o Senhor repetidamente providenciava ajuda para os órfãos através de diferentes pessoas. Esta narrativa era regularmente atualizada e aparecia em intervalos de cinco anos, até tornar-se uma coleção de quatro volumes. Muitas pessoas enviavam donativos anexos a suas cartas nas quais diziam a Müller que sabiam de sua necessidade pela leitura dos "Relatórios Anuais da Narrativa".

4) Depois que Müller contou aos amigos seu plano de construir as grandes casas para órfãos, em Ashey Down, eles espalharam a notícia através da Inglaterra. Müller notou isso. Mas não parecia preocupado com o fato de que muitos milhares de pessoas soubessem do que ele estava pedindo a Deus para fazer. Ele acreditava que qualquer que fosse o meio é Deus quem motiva as pessoas para ofertar. (De 1882 em diante, o rendimento de Müller diminuiu e ele teve que reduzir muito a SKI e os programas do orfanato. Durante o mesmo período, todavia, o governo Inglês começou a providenciar um melhor cuidado para os órfãos). 

Uma vez, Charles Dickens apareceu em Ashley Down para "investigar" o que Müller estava fazendo a estes órfãos. Müller deu as chaves para Dickens e mandou um assistente mostrar-lhe qualquer coisa que quisesse ver. Depois da investigação, Dickens disse a Müller que acreditava que os órfãos estavam sendo muito bem cuidados.

Sua Ida ao Lar

George Müller morreu na manhã de 10 de março de 1898, aos 92 anos. Ele participou ativamente, enquanto viveu, em Bethesda e nos orfanatos até o dia anterior da sua morte. Milhares de pessoas lotavam as ruas para ver o cortejo funeral do imigrante alemão que, segundo o jornal The Bristol Mercury, foi "a maior personalidade que Bristol conheceu como cidadão nesta geração". Sete mil pessoas lotaram o cemitério para ver o sepultamento. 


O Bristol Evening News escreveu que "na era do agnosticismo e materialismo, ele pôs em prática teorias sobre as quais muitos homens estavam contentes em sustentar uma controvérsia inútil".

O Liverpool Mercury maravilhou-se por causa da provisão para milhares de crianças e perguntou como isto aconteceu. "Müller disse ao mundo que foi o resultado de Oração. O racionalismo de hoje zombará desta declaração. Mas os fatos permanecem, e permanecem para serem explicados. Não seria científico desdenhar das ocorrências históricas quando elas são difíceis de esclarecer. E seria necessário muito truque para fazer os orfanatos em Ashley Down sumir da vista". 

De sua parte, Müller já havia escrito: "eu sei que belo, gracioso e generoso ser Deus é pela revelação que Ele se agradou em fazer de Si mesmo na Sua santa Palavra. Eu acredito nesta revelação. Também sei por minha própria experiência da veracidade disso. Portanto, eu estava satisfeito com Deus. Me regozijava em Deus. E o resultado é que Ele realizou o desejo do meu coração".

George Müller acreditava que Deus faz o mesmo por qualquer um que O busque. 

George Muller e a Bíblia

Entrega Absoluta

Certa vez, ao compartilhar com os ministros e obreiros, por ocasião do seu aniversário de noventa anos, George Muller falou da seguinte forma a respeito de si mesmo: "... Eu lembro da minha entrega absoluta ao Senhor. Fui convertido em novembro de 1825, mas somente quatro anos mais tarde, em julho de 1829, entreguei meu coração ao Senhor de forma absoluta. Somente então abandonei o amor ao dinheiro, à paz, à posição, aos prazeres e aos compromissos mundanos. Deus, Deus somente tornou-se a minha porção. Encontrei nele o meu tudo. Não desejava nada mais e, pela graça de Deus, assim permaneço até hoje. Isso me fez um homem feliz, um homem profundamente feliz e levou-me a ocupar-me somente com as coisas de Deus. Amado irmão, eu lhe pergunto com muito amor: Você já entregou seu coração a Deus de forma absoluta? Ou há algo que você está retendo e não quer entregar a Deus? Anteriormente eu lia um pouco as Escrituras, mas preferia outros livros; todavia, desde o dia em que entreguei-me totalmente ao Senhor, a revelação que Ele fez de Si mesmo tornou-se uma bênção incomparavelmente mais preciosa para mim. Posso afirmar de coração que, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."Oh, não fiquemos satisfeitos até que, do mais profundo de nossa alma, possamos dizer:, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."

George Muller fala em sua revista acerca dessa mudança ocorrida em sua vida. Há muitos anos atrás ele fora para uma cidade chamada Teignmouth a fim de tratar sua saúde física. Lá ele ouviu um pregador cuja mensagem ele jamais esqueceu. Ele relata o significado dessa mensagem nas seguintes palavras: "Embora eu não tenha gostado do que ele falou, eu vi nele uma seriedade e solenidade diferente dos demais. Através do ministrar desse irmão, o Senhor concedeu-me uma grande bênção e a Ele serei grato ao longo de toda a eternidade. Deus começou a mostrar-me que unicamente a Sua Palavra deve ser nosso padrão para o julgamento em coisas espirituais, que a Palavra de Deus somente pode ser explicada pelo Espírito Santo e que, em nossos dias, assim como nos tempos passados, Ele é o Mestre de Seu povo. Antes dessa ocasião em minha vida, eu não havia, em minha experiência, entendido a função do Espírito Santo. Anteriormente eu não havia enxergado que somente o Espírito Santo pode ensinar-nos acerca de nossa condição natural, mostrar-nos nossa necessidade de um Salvador, capacitar-nos a crer em Cristo, explicar-nos as Escrituras, ajudar-nos a pregar, etc...”.

"Foi a compreensão dessa verdade em especial que exerceu uma grande influência em minha vida, pois o Senhor capacitou-me a experimentar sua validade quando eu coloquei de lado comentários e quase todos os outros livros e comecei simplesmente a ler e estudar a Palavra de Deus. Como resultado, na primeira noite em que entrei em meu quarto, fechei a porta a fim de orar e meditar nas Escrituras, eu aprendi mais em algumas poucas horas do que havia aprendido durante um período de vários meses. A maior diferença, no entanto, foi o poder real que experimentei em minha alma através disso."

"Além disso, aprouve ao Senhor fazer-me ver um padrão mais elevado de dedicação do que o que eu havia visto anteriormente. Ele levou-me, numa medida, a ver o que é minha glória neste mundo: ser desprezado, ser pobre e pequeno com Cristo. Ao retornar para Londres, minha saúde física estava muito melhor e, no que diz respeito a minha alma, a mudança fora tão grande que parecia uma segunda conversão."

Estudar a Bíblia é Mais Importante do que Ler Livros

"Eu caíra na armadilha que muitos cristãos caem: preferir ler livros religiosos ao invés da Bíblia. Na verdade, de acordo com as Escrituras, nós deveríamos pensar da seguinte maneira: O próprio Deus dignou-se a tornar-se autor de um livro, e eu sou ignorante acerca deste precioso livro que o Seu Espírito inspirou; por causa disso, eu devo ler novamente este Livro dos livros mais cuidadosamente, com mais oração, com muito mais meditação. Mas essa não foi minha atitude. É verdade que minha ignorância sobre a Palavra levou-me a desejar estudá-la, todavia, por causa da minha dificuldade em entendê-la, nos primeiros quatro anos de minha vida cristã, eu negligenciei na sua leitura. Assim como muitos cristãos fazem, eu praticamente preferia ler as obras de homens não inspirados ao invés de ler os oráculos do Deus vivo. Como conseqüência disso, eu permaneci um bebê tanto no conhecimento quanto na graça. No conhecimento, porque todo verdadeiro conhecimento deve ser obtido da Palavra de Deus por meio de Seu Espírito. Como triste conseqüência, esta falta de conhecimento me impediu de caminhar nos caminhos de Deus com firmeza e constância. Pois é a verdade que nos liberta, livrando-nos do cativeiro dos desejos da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida. A Palavra prova isto. Também a experiência dos santos e minha própria experiência provam, de modo incontestável, a veracidade deste princípio, pois quando aprouve ao Senhor, em agosto de 1829, ensinar-me a confiar nas Escrituras, minha vida e meu caminhar tornaram-se muito diferentes". 

"Se alguém me perguntasse como é possível ler as Escrituras de modo mais proveitoso, eu responderia da seguinte maneira:

Acima de tudo, devemos ter a Palavra armazenada em nossa mente, de modo que Deus apenas por meio do Espírito Santo possa ensinar-nos. Desta forma, é de Deus que vamos esperar todas as bênçãos e vamos buscar a bênção de Deus tanto antes quanto durante a leitura da Palavra.

Deveríamos compreender claramente que o Espírito Santo não é apenas o melhor Mestre, mas também é suficiente. Nem sempre Ele nos ensina imediatamente aquilo que desejamos saber. É possível, portanto, que algumas vezes necessitemos suplicar-lhe várias vezes a fim de receber explicação para algumas passagens; mas no final Ele certamente irá nos ensinar se nós buscarmos luz com oração, com paciência e para a glória de Deus".

O Segredo da Bênção e da Alegria

Apenas mais uma palavra proferida por ocasião do seu aniversário de noventa anos: Por sessenta e nove anos e dez meses George Muller fôra um homem muito feliz. Isso ele atribuía a duas coisas: ele havia mantido uma boa consciência, não seguindo deliberadamente um caminho que ele soubesse ser contrário à vontade de Deus; isso não quer dizer que ele era perfeito; ele era pobre, fraco e pecador. Em segundo lugar, ele atribuía sua felicidade ao seu amor pelas Escrituras. Nos seus últimos anos, ele costumava ler toda a Bíblia quatro vezes por ano, aplicando-a ao seu próprio coração e sobre ela meditando. Ele amava a Palavra de Deus muito mais agora do que há sessenta e seis anos atrás. Foi seu amor à Palavra, bem como o manter de uma boa consciência que lhe proporcionaram todos aqueles anos de paz e alegria no Espírito Santo. (R. A. Torrey)

Confiando nas Promessas de Deus

Quem fez a promessa é fiel... (Hebreus 10:23). 

A despensa está quase vazia - informou uma funcionária. - É preciso lembrar-lhe que já venceu o prazo para o pagamento do aluguel?

O Senhor proverá - disse George Muller animadamente. Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades. Não vai falhar agora. Naquele momento, ele tinha apenas 27 centavos para alimentar várias centenas de crianças do orfanato.

Então chegou uma carta. George abriu-a e leu o seguinte: Porventura estariam vocês com alguma necessidade urgente de dinheiro? Sei que decidiram pedir somente a Deus que lhes suprisse as necessidades. Mas haveria algum problema em informar de quanto dinheiro estão precisando? George Muller balançou a cabeça e passou a escrever o seguinte bilhete: "Nada mencionarei sobre os nossos recursos. O principal objeto de meu trabalho é mostrar que Deus é real e que cumprirá Suas promessas. Até o momento não contamos a ninguém sobre nossas necessidades e não o faremos". 

Tendo despachado a carta, George Muller caiu sobre os joelhos em seu escritório: "Senhor, estamos em situação desesperadora. Temos apenas 27 centavos. Por favor, dirijas este homem para que nos envie dinheiro".

Ao receber a carta de George Muller, referido homem, sentiu-se impressionado a enviar cem libras de uma só vez. 

Quando o dinheiro chegou, não havia um único centavo na instituição de Muller para comprar alimento para a refeição seguinte. Certa vez um amigo perguntou a George: "O que você faria, caso Deus não enviasse ajuda no momento certo?" "Certamente isso jamais aconteceria" - respondeu George – "Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. Deus não mente. É completamente confiável”.

George Muller cuidou de mais de 10.000 órfãos durantes os 63 anos em que decidiu confiar inteiramente em Deus para o atendimento das necessidades. Nem uma única vez deixou Deus de cumprir Sua promessa.

Deus é o Amigo em que podemos confiar. Apresenta-nos mais de 3.000 promessas na Bíblia. Podemos acreditar no cumprimento de Sua palavra.

Veja mais fotos em: 
Kibado de: www.cesariopinto.com

Artigo compilado dos sites:

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

SÊ TU UMA BENÇÃO?



“de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn 12:2 ARA)
É comum vermos em muitas igrejas (até mesmo em alguns folhetos) citações dessa passagem como se Deus estivesse pedindo para Abrão ser uma benção, mas, se observarmos o contexto, não é isso que o texto quer dizer. Todas as bênçãos ali vêm de Deus para Abrão, vejamos:
1: FAR-TE-EI uma grande nação (Deus fazendo);
2: e ABENÇOARTEEI (Deus, fazendo);
3: e ENGRANDECEREI o teu nome (novamente, ação de Deus);
4: e por último, sê tu uma benção, do hb. (bereikâ), a forma imperativa expressa uma consequência, ou seja, “e tu SERÁS uma benção”. O fato de Deus 1- fazer dele uma grande nação; 2- o abençoar; 3- e tornar grande o seu nome, fez dele uma benção. Isso é uma sequência lógica do texto. A ARC trás melhor este sentido, observe:

“E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e (por isso¹) tu serás uma bênção.” (Gn 12:2 ARC)
Ou seja, Abraão não teria que se tornar uma benção, Deus é que faria dele uma benção, e realmente Ele fez. O Senhor fez dele uma benção e o abençoou em tudo. (Gn 24:1; Gl 3)
Em resumo, ninguém pode ser benção por si mesmo, a única fonte eterna de bênçãos é Deus, e Ele tem dado destas bênçãos a todos aqueles que, pela fé, creem em Jesus Cristo, sEu Filho. Este é o único jeito de ser descendência de Abraão e herdeiro conforme a promessa (Gl 3:29). Por isso, “creia no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” (At 16:31)
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.” (Ef 1:3)

1- Observação do autor.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A FORÇA DO PECADO É A LEI



"Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei." 1 Coríntios 15:56
Não tente vencer o pecado com a lei, a lei só vai deixar o pecado mais forte. Muitos desanimam diante de sua condição, buscam de todas as maneiras fazer o bem e praticar aquilo que é bom, até conseguem por um tempo, mas quando pensam que não, fracassam de novo. E por quê? Por que tentaram vencer a sua velha natureza com a lei, e é a lei que revela o pecado (Rm 7:7). A lei só mostra o quanto você é incapaz de satisfazer a vontade de Deus por seus próprios métodos.
Então, o que fazer? Vejamos:
As boas novas para os cristãos consistem na sua nova relação com a lei. A finalidade da lei é trazer condenação, mas "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Rm 8:1)
A lei não tem mais poder sobre os cristãos, estamos mortos para a lei e livres dela (Rm 7:4, 8:2). Como já foi dito antes, a lei condena, mas Jesus Cristo já sofreu a condenação em nosso lugar, Ele fez o que nenhum outro homem foi capaz de fazer. E vivemos pela fé nEle, no Cristo, Filho do Deus vivo. Vivemos também sobre a influência do Espírito de Deus, que nos capacita e nos habilita a praticarmos aquilo que é bom (Ef 1:13, 14, 2:22). Isso não faz de nós seres perfeitos, não nesta vida; continuamos pecando, quebrando a cara e falhando, como diriam outros, grandes vacilões, metendo o pé na jaca de vez em quando. Porém, sabedores de que para nós, que estamos em Cristo, não há nenhuma condenação, o nosso Deus e Senhor já cravou na cruz toda cédula que era contra nós nas suas ordenanças (Cl 2:14), Ele nos deu paz com Deus por meio do seu sangue. (Rm 5:1)
Dito isto:
Estamos ainda sujeitos não somente aos problemas da vida, mas também ao pecado (1 Jo 1:8). Por isso, se você vier a pecar, filhinho, se entristeça sim pelo pecado cometido, confesse ele a Deus e o abandone, e saiba que "temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 Jo 2:1, 1:9)
"Eu pequei. E imediatamente depois,
Satanás voou para diante da presença do Deus Altíssimo.
E ali ele fez uma acusação injuriosa.
Ele disse: “Essa alma, coisa feita de barro e relva, pecou.
É verdade que ele carrega vosso nome.
Mas exijo sua morte, pois tu mesmo disseste:
“A alma que pecar, essa morrerá”.
Não será essa sentença cumprida? Está morta a justiça?
Envie agora essa alma pecadora a seu destino.
Que outra coisa pode fazer o justo juiz?”
E assim ele fez, me acusando dia e noite.
Toda palavra que ele disse, ó Deus, era verdade!
Então, rapidamente alguém se levantou da destra de Deus.
Diante dessa glória os anjos esconderam suas faces.
Ele falou: “Cada i e til da lei deve ser cumprido;
O pecador culpado deve morrer!
Mas espere, suponha que toda sua culpa fosse transferida para mim,
E eu tivesse pago a sua penalidade!
Veja minhas mãos, meu lado, meus pés! Um dia eu fui feito pecado por ele.
Morri para que ele pudesse ser apresentado sem culpa, diante de teu trono!”
E Satanás fugiu. Ele bem sabia que não poderia suportar tanto amor,
Pois cada palavra dita pelo meu querido Senhor era verdade!"

- Martha Snell Nicholson

POR QUE JESUS NÃO SE CHAMOU EMANUEL, CONFORME A PROFECIA DE IS 7:14? (título nosso)



A profecia a respeito do nascimento de Cristo veio de Isaías 7.14: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel". Por que, então, ele é chamado de Jesus?
Na realidade, à primeira vista isso parece uma enorme contradição, não é? A profecia no Antigo Testamento é de que seu nome seria Emanuel; quando vamos ao Novo Testamento eles não lhe dão o nome de Emanuel, mas de Jesus. Como explicamos isso?
Antes de mais nada, não vamos assumir a posição de que Isaías está radicalmente enganado. Se olharmos para a significação completa de sua profecia ficaremos maravilhados com a maneira detalhada com que a pro­fecia de Isaías se cumpre na vida de Jesus. Se olharmos dois capítulos adi­ante da profecia que fala sobre Emanuel, encontramos outra passagem fa­miliar que repetimos praticamente todos os natais nos nossos cultos.
Isaías diz que o Messias que iria nascer recebería o nome de Maravilho­so, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Quantos nomes ele tem? No capítulo sete, ele diz que seu nome será Emanuel, e no capítulo nove ele diz que será Príncipe da Paz ou Deus Forte ou Pai da Eternidade.
Portanto, em seu escrito, Isaías está chamando atenção para o fato de que o Messias teria inúmeros nomes. Ele não reduz os títulos de Jesus a um apenas, portanto, não creio que ele esteja usando a palavra “nome” para se referir ao nome de família, ou ao nome próprio de Jesus, mas está se referindo a um título muito importante que seria dado a Jesus, como de fato o foi. Emanuel é um de seus títulos no Novo Testamento — Emanuel, Deus conosco.
O nome Jesus foi dado a ele por Deus através do mensageiro evangélico que anunciou a escolha que o Pai fez para o nome do Filho, e ele é chamado Jesus porque esse nome significa “Salvador” — aquele que salvará o seu povo. Seu nome indica sua missão, seu ministério. Creio que um dos estu­dos mais fascinantes é percorrer as Escrituras e fazer uma lista dos nomes que são atribuídos a Jesus.
Certa vez compareci a uma reunião num seminário teológico na qual um teólogo suíço fez uma palestra. Numa situação acadêmica como essa, espera-se ouvir um trabalho teológico muito técnico, sofisticado e aborreci­do. Esse professor simplesmente ergueu-se diante da assembléia e come­çou a recitar os nomes de Jesus dizendo: “Alfa e Ômega, Filho do Homem, Leão de Judá, Rosa de Saron ...” Ele continuou durante quarenta e cinco minutos e não esgotou todos os nomes e títulos que o Novo Testamento atribui a Jesus, o homem que recebeu mais títulos na história.
- R. C. Sproul, (livro Boa pergunta, ed. Cultura Cristã)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

JESUS CRISTO, A EXEGESE DE DEUS



"Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou." Jo 1:18

Quando queremos descobrir qual era a intenção e o significado original pretendido em um texto, fazemos um estudo cuidadoso e sistemático por meio da exegese; examinamos a fundo o seu sentido, com o fim de extrairmos o máximo de conteúdo possível da intenção original do autor no texto. Da mesma forma, a expressão e definição exata do Ser de Deus só pode ser encontrada em Jesus Cristo, foi isso o que João quis dizer no capítulo 1 do seu evangelho, mais precisamente no verso 18.

O apóstolo diz que o Pai foi revelado no Filho; a palavra "revelou" nesta passagem, na língua original, é "exegeomai", de onde vem a palavra exegese. Em outras palavras, João estava dizendo que Jesus era a Exegese de Deus. Como bem disse M. Henry:

"Ele (Jesus Cristo) declarou de Deus o que nenhum homem tinha visto ou conhecido em nenhum momento; não só o que estava escondido de Deus, mas o que estava escondido em Deus."

Jesus era a expressão de Deus de tal forma, que era capaz de dizer: "Quem me vê a mim vê o Pai." (Jo 14:9)

Jesus Cristo foi o Deus que se fez homem e habitou entre nós! (Jo 1)

Os fariseus não puderam O deter (bem que tentaram), os saduceus, muito menos; a cruz foi só uma vírgula; Ele morreu, mas ressuscitou; e na sua ascensão foi colocada uma reticências, pois...

"Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir." - A respeito disso: "Maranata!" (At 1:9; Ap 22:20)

"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

ELE É O RESPLENDOR DA SUA GLÓRIA e a REPRESENTAÇÃO EXATA DO SEU SER, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder e tendo feito a purificação dos nossos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas." Hb 1:1-3

Nisto se ouve o eco da reforma: Solus Christus!

sábado, 30 de dezembro de 2017

AMONTOANDO BRASAS DE FOGO SOBRE A CABEÇA DO INIMIGO



“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12:20,21

Este conceito, original de provérbios (Pv 25:21,22), foi usado pelo apóstolo Paulo mais de mil anos depois (Rm 12:20), e, ao contrario do que muitos pensam, ele não tem nada a ver com brasas na cabeça de quem faz o bem (significando até mesmo avivamento, como alguns dizem), e sim sobre a cabeça daquele que RECEBE o bem.

Esta passagem não trás nenhuma ligação com avivamento ou renovo espiritual, mas sim com vencer o mal com o bem (v.21; Pv 25:15).

“Havia um ritual egípcio, de expiação de culpa, segundo o culpado se obrigava a caminhar pela cidade com uma bacia de carvões em brasa sobre a cabeça. Sendo assim, essa metáfora, especialmente na época de Salomão, podia ser compreendida perfeitamente: A bondade pode fazer o papel das brasas vivas na consciência de uma pessoa culpada, fazendo que ela se dobre a verdade e abrace a sensatez (Ex 23:4,5;; 2 Rs 6:21-23; 2 Cr 28:15; Pv 20:22)...” (nota da BKJA de Pv 25:21-22)

Jesus nos orienta a não somente amar os nossos inimigos, mas também a orar por eles (Mt 5:44). O testemunho carrega em si um poder muito forte de convencimento, aliás, uma fé sem obras é morta (Tg 2:17). Quando fazemos o bem a um inimigo, o fazemos repensar sobre os seus próprios feitos, inclusive sobre o mal que tem praticado contra nós, é neste sentido que as “brasas vivas” se acumularão sobre a cabeça dele. A boa ação para com o inimigo poderá fazer com que este venha a refletir sobre as suas obras, podendo vir assim a se arrepender de suas maldades, aplacando a sua ira e até mesmo ser alcançado pelo amor de Cristo, vindo a abraçar a fé através do bom testemunho de um cristão verdadeiro. “A resposta branda (ações brandas e de amor também) desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Provérbios 15:1)

“Brasa viva: Uma expressão proverbial que significa manter viva (por meio das boas ações que você faz ao seu inimigo) a lembrança do erro que ele cometeu contra você (que deve doer nele como se brasas vivas estivessem amontoadas sobre sua cabeça), para que ele se arrependa o mais rápido possível. Os árabes denominam coisas que causam fortes dores mentais como ‘brasas queimando na cabeça’ e de ‘fogo no fígado’.” (dicionário de Strong, G440)

A melhor maneira de se tratar um inimigo é fazer dele nosso amigo. Porventura, não foi exatamente isso que Deus fez por nós?!

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (inimigos). Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados (feitos amigos) com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados (feitos amigos), seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:8-10) 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

AJUDANDO PARA SER AJUDADO: O Deus que supre os generosos.



Sabia que o egoismo é a causa de muitas pessoas não conseguirem prosperar na vida? Sabe aquelas pessoas mesquinhas que economizam, economizam e economizam, com o fim de satisfazer os seus próprios interesses, mas no final do mês nunca sobra nada, e nunca estão satisfeitas com aquilo que tem?! Então, um dos culpados disso é o egoismo e a falta de amor ao próximo. Veja o que as Escrituras dizem a respeito:

"Algumas pessoas gastam com generosidade e ficam cada vez mais ricas; outras são econômicas demais e acabam ficando cada vez mais pobres. Quem é generoso progride na vida; quem ajuda será ajudado." (Pv 11:24-25 NTLH)

Pessoas generosas, que gastam o que tem não somente para satisfazer os seus próprios interesses, mas também para ajudar ao próximo, são sustentadas por Deus e ajudadas por Ele, de uma forma tal que de nada virão a ter falta (Sl 23:1). Salomão disse que: "Ser bondoso com os pobres é emprestar ao Senhor, e ele nos devolve o bem que fazemos." (Pv 19:17 NTLH)

Quem ajuda ao necessitado empresta a Deus, e Deus não fica devendo nada a ninguém.

Não deseje o bem somente, mas aja! Mostre a sua fé pelas obras:

"Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: 'Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se', sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: 'Você tem fé; eu tenho obras'. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras." (Tg 2:15-18)

Muitos dizem que não contribuem, ou que não ajudam o próximo, por que são pobres, ou estão "apertados" em determinado mês. Estas pessoas deveriam se espelhar mais no exemplo daquela viúva pobre de Lucas 21, que mesmo sendo extremamente necessitada, não deixou de contribuir na casa de Deus, acumulando para si tesouros não na terra, mas no céu. (Mt 6:19-21)

Outro exemplo a ser seguido é o da viúva de Sarepta que, mesmo tendo apenas um pequeno bocado de farinha e azeite para alimentar não somente ela, mas também a seu filho, vindo depois disso a morrer, por não ter mais nada com o que se alimentar, ainda assim, usou o pouco que tinha para saciar a fome do profeta, o que fez Deus a suprir em todas as suas necessidades, durante o período de escassez que a terra estava passando naquela época. O SENHOR não supriu somente a necessidade física daquela mulher e de sua casa, como também ressuscitou o seu filho, que veio a morrer devido a uma enfermidade (1 Rs 17). Deus não deve nada a ninguém!

Deus supre as necessidades dos generosos:

A igreja de Filipos foi a única que abençoou o ministério de Paulo no tocante a dar e receber, depois que este partiu da macedônia (Fl 4:15). Alguns documentos paralelos informam que os filipenses contribuíram não apenas com uma parte do que lhes sobrava, mas até ao nível de empobrecerem. Porém, o apostolo deu a eles a garantia de que sua generosidade para com ele não passaria por despercebido aos olhos do Deus bondoso, que supre os generosos que, em nome dEle, auxiliam os necessitados. Paulo os encoraja dizendo: "O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Fl 4:19)

Isso não significa que cristãos sinceros e generosos nunca passarão por momentos de apertos ou necessidades, o próprio apóstolo Paulo sabia muito bem o que era viver estes momentos, porém, a recomendação que ele nos dá é a de saber nos contentar com o que temos (Fl 4:11), e a certeza que ele nos garante é a de que o Senhor Jesus nos capacitará para passarmos por esses momentos difíceis, porque é dEle que vem a nossa força. (Fl 4:13, 14-19)

Sabe como o próprio e Todo-Poderoso Deus define religião?! Ele a define assim: "A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo." (Tg 1:27)

A falta de generosidade para com os necessitados, não somente é o motivo da pobreza (financeira e espiritual) de muitos, mas também da condenação: "Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’. Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?' Ele responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo’. E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna". (Mt 25:41-46)

Que Deus em Cristo Jesus lhe dê a capacidade de compreender esta verdade, para que assim, e somente assim, você possa praticar a verdadeira religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai. (Tg 1:27)

"E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam." (Is 58:10,11)

"Felizes são aqueles que ajudam os pobres, pois o Senhor Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades!" (Sl 41:1)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Exegese bíblica



EXEGESE BÍBLICA

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Vamos lá, pessoal. Todos sabemos a importância de uma boa exegese bíblica no preparo de estudos, sermões e etc., por isso, vou disponibilizar aqui alguns recursos online para que você possa fazer a sua exegese com um pouco mais de facilidade.

Infelizmente, não temos muitos recursos em língua portuguesa, porém, com uma noção básica de inglês, você já consegue desenrolar muita coisa. Aqueles que tiverem um pouco mais de dificuldade, podem usar com o google translate aberto, já quebra um galho.

Por exemplo:

Link 1: http://bibliaportugues.com/interlinear/genesis/1-1.htm - Neste link, lá na parte superior esquerda, você selecionará o livro que deseja fazer a exegese, depois, logo ao lado, na parte superior central, você selecionará o capítulo e o versículo que deseja, logo em seguida, o texto original irá aparecer, quer no hebraico, quer no grego, o versículo aparecerá nos originais, sendo que também aparecerá o versículo em inglês, com o seu significado logo abaixo do original, dai, é só clicar na palavra que deseja, e o seu significado será dado no original (em inglês), exemplo:

Selecione João 10:10, passagem onde Jesus fala que veio para que tenhamos vida em abundância, para fazer a exegese da palavra "vida" desta passagem no original, ache a palavra "vida" do versículo que aparecerá em inglês, logo abaixo do original grego, neste caso será "life" (use o google translate se tiver dificuldades), ao localizar a palavra "life", clique no número que aparecerá um pouco acima da palavra, neste caso será o "2222", será aberta uma página com a descrição dessa palavra no original, neste caso aparecerá assim (irei traduzir):

Tradução:

Original Word: ζωή, ῆς, ἡ - Palavra original
Part of Speech: Noun, Feminine - Parte do discurso: Substantivo, feminino
Transliteration: zóé - Palavra transliterada, ou transliteração
Phonetic Spelling: (dzo-ay') - Fonética, ou como se fala
Short Definition: life - definição curta: vida
Definition: life, both of physical (present) and of spiritual (particularly future) existence. - Definição: vida, tanto de existência física (presente) quanto de espiritual (particularmente futura) existência. (ou seja, Jesus veio para que tenhamos vida plena, tanto física, quanto espiritual, tanto nesta vida, quanto na porvir 'vida eterna'").

Use o google translate para traduzir, caso tenha dificuldade.

Mais abaixo, aparecerá ainda várias outras classificações dessa palavra, em outros versículos que ela é usada, por exemplo. Para saber o que ela significa em Jo 10:10, pressione ctrl+F e digite John 10:10, e a descrição dela neste versículo irá aparecer (novamente, use o google translate caso tenha dificuldade).

E assim por diante, é só selecionar o livro, capítulo e versículo que deseja traduzir e partir para o estudo.

Link 2: http://www.hebraico.pro.br/dicionario/qdrsdic.asp - Neste link, digite a palavra em português, e seu significado será dado no original hebraico. (somente em hebraico, ou seja, para exegeses feitas no AT).

Link 3: https://dosenhor.com - Neste link, podem ser feitas exegeses tanto do hebraico quanto do grego, pode ser digitado a palavra tanto em portugues, quanto no original ou até mesmo transliterada, caso você saiba, no canto superior direito, após digitar a palavra é só apertar enter que o significado dela será dado no original, as vezes o site não encontra a palavra, ai tente digitar de outra maneira, por exemplo, se quiser saber o significado de alma, ou folego de vida, conforme se encontra em Gênesis 2:7, caso digite alma e não apareça nada, tente jogar a palavra no original, copiando da internet, por exemplo, neste caso seria "לְנֶ֥פֶשׁ", se ainda assim não aparecer nada, tente digitar a palavra transliterada, caso saiba, neste caso seria "nephesh", neste caso deu certo, mas nem sempre você terá êxito, porém, com o tempo você irá aprendendo a manusear tanto este recurso quanto os outros.

É isso ai, agora é só partir para os estudos!

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