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segunda-feira, 26 de julho de 2021

NÃO EXISTE EVANGELISMO INÚTIL!



"Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem." (2Co 2:15)


É comum vermos cristãos acharem que estão dando murro em ponta de faca por não verem ninguém vindo a Cristo por meio de seu testemunho e evangelismo pessoal. Eles possuem a falsa ideia de que o seu trabalho só será frutífero e proveitoso caso façam algum prosélito, mas essa não é a dinâmica do Reino. Sua palavra terá cheiro de vida para uns (os que serão salvos), e cheiro de morte para outros (os que rejeitarem), de uma forma ou de outra ela será eficaz, ela cumprirá o seu propósito; o testemunho de um santo está bem longe de ser algo inútil, Deus cumpre os Seus desígnios através dos Seus vasos de barro (2Co 4:7), trazendo tanto vida e salvação quanto juízo e condenação. 


Talvez lhe pareça estranho o fato de Deus estar te enviando para trazer condenação e juízo sobre aqueles que rejeitam as boas-novas, mas esse é um dos meios que o Eterno usa para cumprir os Seus decretos. Veja bem, quando Jesus enviou discípulos para anunciarem o Reino de Deus, ele os deu uma instrução bem clara, que dizia: "Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós." (Lc 10:5-6). A paz oferecida pelos discípulos repousaria sobre aqueles que a recebessem de bom grado. Porém, quando suas palavras fossem rejeitadas, mais do que isso, quando os próprios discípulos fossem rejeitados em alguma cidade, Cristo disse: "Quando, porém, entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai:  Até o pó da vossa cidade, que se nos pegou aos pés, sacudimos contra vós outros… Digo-vos  que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade." (Lc 10:10-12). Jesus disse que aqueles que rejeitassem seus discípulos e a mensagem que eles traziam estariam praticando um pecado mais grave do que os que haviam sido praticados em Sodoma, e que inclusive haveria menor rigor para Sodoma do que para aqueles que haviam rejeitado a mensagem de seus discípulos.


Quando Jesus ordenou o seu famoso “Ide”, tão lembrado nas campanhas de evangelismo, ele não mostrou apenas um lado da moeda, ele não disse em momento algum que o “ide” visaria apenas a salvação dos perdidos, não, muito pelo contrário, o que ele disse foi: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado." (Mc 16:15-16). Mesmo que você não seja um adepto do final longo de Marcos, isso não mudaria nada, o que temos aqui pode facilmente ser encontrado em todo novo testamento. Veja Lc 10:10-12, Jo 3:18, Jo 3:36, 1 Jo 5:12, Jo 5:24, Jo 12:48, 2Co 2:15-17 e etc.


A proclamação das boas-novas são cheiro de vida para uns e cheiro de morte para outros. A palavra do Deus Eterno e de Seu Filho, dispensada através dos vasos de barro que Ele incumbiu dessa missão, não volta vazia, ela traz vida, mas também trás morte, trás salvação, mas também trás juízo. Deus usa Seus santos com o fim que Lhe convém. Por isso, não se desanime com a jornada, esqueça os números, a matemática de Deus não funciona dessa forma. Pregue, proclame, e tenha a certeza de que o decreto Divino estará sendo eficaz através da sua vida, Ele está te usando não apenas para trazer Sua maravilhosa salvação, mas também para estabelecer o Seu juízo sobre aqueles que rejeitarem a gratuidade do amor que Ele oferece por meio de Seu amado Filho.


Por Hamilton Fonseca


 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Guarda do Sábado: Uma prática para a igreja?



Algumas pessoas evitam falar de alguns assuntos porque podem gerar polêmica. Assuntos que envolvem usos e costumes, predestinação e livre arbítrio, vida após a morte, aborto, dia a ser guardado, entre outros, geralmente são evitados. O argumento é que “religião e crença não se discutem”. É uma das frases menos lógicas que existe, pois a religião deve ser discutida, se é lógica ou não, se tem base na Bíblia ou não.
Um dos assuntos que tem gerado grande debate é a guarda do sábado. Alguns guardam o sábado, outros guardam o domingo e outros não guardam dia algum. É um “eterno” debate entre algumas denominações e seitas. A Bíblia não proíbe ninguém de guardar sábado, domingo, terça ou qualquer outro dia, mas ela condena aqueles que pregam a guarda de um dia como condição para a salvação. Infelizmente a igreja tem se omitido em sua missão apologética e tem permitido vários conceitos legalistas confundirem a mente dos cristãos “menos avisados”.
Muitos evangélicos têm ficado confusos quando encontram algum adepto de uma seita e são praticamente convencidos de que não são salvos porque não praticam determinada coisa. E uma das doutrinas mais comuns pregadas por algumas seitas é que quem não guarda o sábado não é salvo. Analisemos isto dentro das Escrituras Sagradas.
O grupo herético que predominava na época dos apóstolos chamava-se “gnosticismo”. Era uma seita que pregava que o conhecimento era a maior virtude da vida de uma pessoa. Dividiam as pessoas em hílicos, psíquicas e pneumáticas. Uma das doutrinas gnósticas era pregar que Jesus Cristo não tinha vindo em carne (I Jo 4:1-2) e que Cristo na realidade apenas tinha entrado no corpo de Jesus (que seria outra pessoa na visão gnóstica) no ato do batismo e o abandonado no ato da crucificação. Os apóstolos combateram com veemência o gnosticismo em suas epístolas.
Hoje, não temos mais os apóstolos, mas temos pastores e mestres, que têm a obrigação de combater heresias que prejudicam a vida da igreja. O
argumento de alguns adeptos da guarda do sábado é que Jesus não veio destruir a Lei, mas cumpri-la (Mt 5:17). E também falam que Jesus aboliu apenas a “Lei Cerimonial” e não a “Lei Moral” (que seriam os dez mandamentos), escrita pelos dedos de Deus. Antes de tudo, o Antigo Testamento da Bíblia não faz esta distinção entre Lei Moral e Cerimonial, e os judeus consideram os cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco ou Torah) como uma única lei, proveniente de Deus. De fato, Jesus não veio destruir a Lei, mas o próprio Antigo Testamento prevê que Deus faria um concerto com seu povo muito superior à Lei Mosaica, um concerto que envolveria transformação interna, não rituais externos (Jr 31:31-33).
Este novo concerto, o Novo Testamento da Bíblia, não traz a guarda do sábado como condição para agradar a Deus. Vejamos o que diz o apóstolo Paulo: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente.” (Rm 14:5)
Se o sábado fosse uma prática para a igreja, Paulo teria repreendido os que “consideram iguais todos os dias” e dito a eles que o “verdadeiro dia” é o sábado. Mas o interessante é que Paulo não agiu como os adeptos das seitas, mas deu liberdade às pessoas para guardarem o dia que quiserem. Apesar de dar esta liberdade, o apóstolo se preocupou com aqueles que estavam guardando o sábado e achando que isto os salvaria. Vejamos: “Guardais dias, meses, tempos e anos. Temos a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós” (GL 4:10,11)
Os sabatistas dizem que estes dias são os sábados cerimoniais e não os semanais. Mas o apóstolo Paulo, ao falar sobre meses e anos, já estava se referindo aos sábados cerimoniais. Logo, quando fala de dias, só pode estar se referindo aos sábados semanais. E Paulo, ao ver que estes irmãos estavam guardando o sábado para se salvar, temeu que seu trabalho de evangelismo tivesse sido em vão.
Mais uma vez, repreendendo os judaizantes (pregadores do judaísmo), Paulo escreve: “Ninguém vos julgue pelo comer, pelo beber, por causa de dias de festa, lua nova ou de sábados. Que são sombras das coisas vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (CL 2:16,17) Como sabemos, os judaizantes pregavam a guarda do sábado para a igreja.
Mais uma vez os sabatistas apelam e dizem que Paulo aqui se refere a sábados cerimoniais e não os semanais. Erram novamente, pois Paulo já fala dos sábados cerimoniais ao falar de dias de festa (sábados anuais) e lua nova (sábados mensais). Logo, os dias de sábado do versículo 16 são os sábados semanais, que Paulo disse que era apenas tipológico, representava Cristo, e não é mais necessário guardá-lo para agradar a Deus.
Que não nos deixemos envolver por doutrinas que trazem perdição e são prejudiciais ao corpo de Cristo, a igreja. Que a verdade bíblica seja conhecida por nós, para que não venhamos a errar (Mt 22:29). Deus nos deu liberdade de expressão, e alguns abusam disto para pregar heresias. Cristo aboliu a lei (Rm 10:4; Hb 7:16), e aquele que quer guardá-la, torna o sacrifício de Cristo vão e sua salvação vai “por água abaixo”.
Autor: Julio Cezar - Brasil para Cristo - São Paulo - julio_lazzari@ig.com.br