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quinta-feira, 18 de junho de 2020

NÃO DEPRECIE ESTE MUNDO, ELE CONTINUA SENDO OBRA DAS MÃOS DE DEUS



Vez ou outra vemos cristãos depreciando este mundo, dizendo o quanto ele é indesejável e como Deus tem preparado algo muito melhor através de novos céus, nova terra e etc. Sim, certamente isso tudo é verdade, mas também não é bem assim.

De fato, este mundo não é como foi no princípio, ele também está contaminado pelo pecado, e trás em si as consequências do mesmo. Mas este mundo, apesar dos pesares, continua sendo obra das mãos poderosas de Deus, e um dia ele também será liberto da condição atual que se encontra. Deus virá em socorro da criação que tanto ama e que tanto espera redimir. (Rm 8)

Assim como este mundo, nós, salvos em Cristo Jesus, aguardamos com ardente expectativa a plenitude dos tempos, onde Deus fará tudo novo, onde não mais haverá choro nem morte, dor ou tristeza, sofrimento ou quaisquer outras coisas ou sentimentos relacionados ao pecado, mas, enquanto este maravilhoso dia não chega, aprenda a glorificar a Deus neste mundo caído, assim como este próprio mundo caído, o faz. Veja os pássaros, como ainda cantam, como glorificam a Deus a cada manhã, apesar de tudo isso que foi falado até aqui. Veja a chuva, que Deus por infinito amor e bondade, ainda derrama sobre o mundo que criou, sobre bons e maus ela cai. Olhe para o sol, que aquece o coração dos homens, ou para a noite, que trás descanso e repouso aos mortais.

Deus ainda ama a sua criação, Ele ainda cuida dela, diariamente, manhã após manhã, noite após noite. Um Deus de amor sem igual, magnífico e incomparável, que era, que é, e que há de vir, para trazer ordem novamente a todas as coisas, para restabelecer e estabelecer, definitivamente, a sua justiça e o seu amor de forma completa e derradeira, e bem-aventurados aqueles que herdarão a terra, aqueles que reinarão com o Deus de amor para todo o sempre. Vem, SENHOR, vem e mostre o que tens preparado, desde os tempos eternos, para aqueles que o amam!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os dias da criação são literais?




Segundo Gerhard F. Hasel, falecido professor de Teologia Bíblica e Antigo Testamento na Andrews University, nos Estados Unidos, a semântica (estudo linguístico dos significados de palavras, frases, cláusulas, etc.) chama atenção para a questão crucial do significado exato da palavra hebraica yom. Poderia a designação “dia” (yom) em Gênesis 1 ter um significado figurativo? Ou deve ela ser entendida, com base nas normas da semântica, como um dia literal de 24 horas?




Algumas pessoas, numa tentativa de evitar maiores problemas com o evolucionismo, aplicam a teoria dos dias-eras ao relato de Gênesis 1. Para elas, os seis dias da criação são, naverdade, longos períodos de tempo. Será que isso é possível? Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o termo yom em Gênesis 1 não se liga aqualquer preposição; não é usado em uma relação construtiva; e não tem nenhum indicador sintático que seria de esperar para um uso extensivo não literal.

Nas Escrituras, a palavra yom invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida porum numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. Obviamente, no relatoda criação existe sempre um numeral precedendo aquela palavra – primeirosegundo, terceiro... Sétimo dia – e essa regra para a tradução de yom como um dia literal aplica-se neste caso. O que parece ser significativo também é a ênfase dada à sequência dos numerais 1 a 7, sem qualquer hiato ou interrupção temporal.

Esse esquema de sete dias (seis dias de trabalho seguidos por um sétimo dia derepouso) interliga os dias da criação como dias normais em uma sequência consecutiva e ininterrupta. O relato da criação em Gênesis 1 não somente liga cada dia a um numeral sequencial, como também estabelece as fronteiras do tempo mediante aexpressão “tarde e manhã” (versos 5, 8, 13, 19, 31).

A frase rítmica “e houve tarde e manhã” provê uma definição para o “dia” da criação; e, se o “dia” da criação constitui-se de tarde e manhã, é, portanto, literal. O termo hebraico para “tarde” – ‘ereb – abrange toda aparte escura do dia (ver dia/noite em Gênesis 1:14). O termo correspondente,“manhã” (em hebraico boqer), representa a parte clara do dia. “Tarde e manhã” é, portanto, uma expressão temporal que define cada dia da criação como literal. Não pode significar nada mais.

Outro tipo de evidência interna no AntigoTestamento para o significado dos dias resulta de duas passagens sobre o sábado no Pentateuco, que se referem aos dias da criação. Elas informam como os dias da criação foram compreendidos por Deus. A primeira passagem faz parte do quarto mandamento do Decálogo, e está registrada em Êxodo 20:9-11. A ligação com a criação transparece no vocabulário (“sétimo dia”, “céus e terra”,“descansou”, “abençoou”, “santificou”) e no esquema “seis mais um”.

As palavras usadas nos Dez Mandamentos deixam claro que o “dia” da criação é literal, composto por 24 horas, e demonstram que o ciclo semanal é uma ordenança temporal da criação. Aliás, como explicar a origem do ciclo semanal, se não pela criação em seis dias literais seguidos do repouso do sétimo dia? A semana não está vinculada a nenhum movimento ou fenômeno astronômico, como os dias (rotação da Terra), os anos (translação) e os meses. A palavra divina, que promulga a santidade do sábado, toma os seis dias da criação como sequenciais, cronológicos e literais. Dizer o contrário, portanto, é ir contra o Criador.

Por fim, uma última consideração: a criação da vegetação ocorreu no terceiro dia (ver Gênesis 1:11 e 12). Grande parte dessa vegetação parece ter necessitado de insetos para a polinização. Mas os insetos só foram criados no quinto dia (verso 20). Se a sobrevivência desses tipos de plantas, que necessitam de insetos e outros animais para a polinização, dependesse deles para a reprodução, então haveria um sério problema se o “dia”da criação significasse “era”.

Ainda mais: a teoria dos dias-eras exigiria um longo período de iluminação e outro de escuridão para cada uma das supostas épocas. Isso, é claro, seria fatal tanto para as plantas quanto para os animais. Os dias da criação devem ser entendidos como literais e não como representando longos períodos de tempo. Argumentar em contrário é forçar o texto bíblico a dizer o que não diz.

(Adaptado de Folha Criacionista n° 53, setembro de 1995, p. 26-30 – Sociedade Criacionista Brasileira)