quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Amando os que estão longe sem desconsiderar os que estão perto




Muitos cristãos possuem dentro de si o desejo de anunciar a mensagem do evangelho aos quatro cantos do mundo. O problema não consiste nisto, mas no fato da grande maioria destes cristãos se preocuparem tanto com os que se encontram longe, a ponto de desconsiderarem aqueles que se encontram tão perto

Antes de querer ganhar a África pra Cristo, ganhe o seu vizinho, o seu amigo, o seu colega de trabalho.

A necessidade do homem por Deus ultrapassa os limites de uma fronteira. O perdido que se encontra em seu bairro carece tanto do Jesus que liberta quanto o perdido que está do outro lado do mundo. O cristianismo vai além do humanitarismo, caso contrário, qualquer instituição de caridade estaria cumprindo o Ide de Cristo. 

Devemos fazer isto sem omitir aquilo, pois, a maior necessidade do homem continua sendo Deus.

Como bem disse James Montgomery Boice:

"...Nós devemos alimentar os famintos, vestir os despidos e visitar os prisioneiros. 

Mas as principais necessidades das pessoas ainda são espirituais, e a obra social não é substituto adequado para a evangelização. Na verdade, o empenho em ajudar as pessoas só será verdadeiramente eficiente se seu coração e mente forem transformados pelo evangelho. Isso separa os crentes reformadores do simples humanitarismo.

Tem-se alegado que, para a Teologia Reformada, qualquer pessoa que crê e faça parte da linha reformada perderá toda a motivação para a evangelização. “Se Deus vai agir, porque devo me preocupar?”, mas não é assim que funciona. É porque Deus executa a obra que nós podemos ter coragem de nos unirmos a Ele, da forma como Ele nos ordena a agir. Nós agimos assim alegremente, sabendo que nossos esforços jamais serão em vão."

Comece a cumprir o Ide pelos que estão ao seu alcance, e depois sim, conforme a graça que Deus lhe deu, amplie o alvo, segundo o propósito que Deus estabeleceu em seu coração.

Por Hamilton Fonseca

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